Combata o mosquito todo dia. Foto: Divulgação
Combata o mosquito todo dia. Foto: Divulgação

Sobe número de casos de dengue, zika e chikungunya na Paraíba

Em 2021, casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti registraram aumento significativo, mesmo com o déficit de notificações por semelhanças de sintomas com a Covid-19


Levantamentos constantes fazem parte da rotina da Secretaria de Saúde da Paraíba para manter os casos de dengue, zika e chikungunya sob controle no estado. Além dos números, as ações incluem campanhas de conscientização, visitas a estabelecimentos comerciais e residências, caminhadas e até as visitas do fumacê em pontos com situação mais crítica detectada por meio de levantamentos . Mesmo com todas as ações de prevenção, o índice de registros das chamadas arboviroses cresceu no último ano.

A agrotécnica Carla Jaciara, da Secretaria Estadual de Saúde, destaca que apesar de um certo déficit de notificações no início da pandemia de Covid-19, pela semelhança de sintomas entre as doenças, os números tiveram acréscimo considerável, com 15.754 casos prováveis de dengue, 10.195 de chikungunya e 491 de zika.

Deste total foram registrados quatro óbitos confirmados para dengue e um para chikungunya.  A maior incidência foi registrada na capital, João Pessoa, e em alguns pontos do sertão do estado. De acordo com a agrotécnica de arboviroses da Secretaria de Saúde da Paraíba, Carla Jaciara, a confusão entre os sintomas das doenças chegou a provocar um alerta das autoridades locais. “ lançamos até uma nota, de uma possível epidemia simultânea de covid com arboviroses,identificamos o trabalho junto ao serviço de saúde, secretarias municipais de saúde, gerências regionais, para fortalecer a identificação em tempo oportuno desses casos suspeitos dearboviroses, tanto para confirmar quanto para descartar”.

De acordo com a agrotécnica de arboviroses da Secretaria de Saúde da Paraíba, Carla Jaciara, hoje 85 municípios estão em alerta no estado. Para evitar que o mosquito se reproduza, Carla Jaciara faz um apelo à população, para que adote uma rotina de cuidados com a casa. “Acaba sendo uma história que a gente acaba batendo na mesma tecla, é a limpeza de forma adequada, conscientização do morador e da vizinhança”.

Ao sentir sintomas como dores pelo corpo e na cabeça,  a dica é que o morador procure o quanto antes o serviço de saúde, para identificar a doença corretamente e garantir tratamento adequado, evitando oagravamento do quadro.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

https://brasil61.com/n/dengue-mais-de-70-dos-casos-se-concentram-em-cerca-de-200-municipios-nas-demais-cidades-tambem-devem-agir-aede223000

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Campanha do Ministério da Saúde orienta que as medidas para evitar água parada sejam incorporadas na rotina da população, como explica o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka. 

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes se não tivermos muitos mosquitos. Então a campanha desse ano ela traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça.”

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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LOC.: Em 2021, a Paraíba sofreu com o aumento do número de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, zika e chikungunya. As regiões mais afetadas foram a capital, João Pessoa, e o sertão do estado. Mesmo com ações de combate, as autoridades foram surpreendidas pelos índices.

A agrotécnica responsável pelas Arboviroses na Secretaria de Saúde estadual, Carla Jaciara, lembra que no início da pandemia de Covid-19, muitos casos deixaram de ser notificados e mesmo assim o número subiu.

TEC./SONORA: Carla Jaciara  - agrotécnica das Arboviroses da Secretaria de Saúde da PB

O Aedes aegypti não descansou, ele não deu pausa, ele não dormiu; continuou bastante ativo enquanto a população sempre acreditava ser apenas covid. Então lançamos até uma nota, de uma possível epidemia simultânea de covid com arboviroses, identificamos o trabalho junto ao
serviço de saúde, secretarias municipais de saúde, gerências regionais, para fortalecer a identificação em tempo oportuno desses casos suspeitos de arboviroses, tanto para confirmar quanto para descartar”.


 

LOC.:  Carla Jaciara lembra ainda que é importante que a população contribua no combate ao Aedes aegypti, verificando sempre as caixas d'água, calhas, recipientes de plantas e objetos que possam acumular água parada. Nesse sentido, ela cita ação feita pela secretaria em Lucena, região litorânea, para evitar a reprodução do mosquito em piscinas nas casas da região.

Campanha do Ministério da Saúde orienta que as medidas para evitar água parada sejam incorporadas na rotina da população, como explica o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka. 
 

TEC./SONORA: Cássio Peterka, coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes se não tivermos muitos mosquitos. Então a campanha desse ano ela traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça.”
 

LOC.: Para evitar a proliferação do mosquito, não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.