
Voltar
LOC.: O setor produtivo defende que a atualização dos limites de faturamento anual do Microempreendedor Individual, o MEI, seja estendida às demais faixas de enquadramento do Simples Nacional. Segundo representantes empresariais, a medida pode reduzir a informalidade e evitar o desenquadramento de empresas por efeitos da inflação.
Para o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso, Jonas Alves de Souza, a proposta corrige uma distorção tributária ao permitir o reenquadramento de empresas que deixaram o regime sem aumento real de faturamento.
TEC./SONORA: Jonas Alves de Souza, presidente da Facmat
“Nós temos inflação no nosso país e, à medida que os anos vão passando, vai diminuindo a capacidade de faturamento das empresas. E o natural é que as empresas cresçam e se desenvolvam, mas elas não estão em condições de dar um salto para o pagamento dos impostos sobre lucro presumido ou lucro real. Então, há necessidade dessa correção e é uma coisa premente, precisa ser feita rapidamente porque isso está prejudicando as micro e pequenas empresas.”
LOC.: O tema é discutido em uma comissão especial da Câmara dos Deputados no âmbito do projeto que eleva o limite de faturamento anual do MEI para R$ 130 mil e permite a contratação de até dois empregados.
Entidades empresariais defendem valores maiores: cerca de R$ 145 mil por ano para o MEI, R$ 869 mil para microempresas e R$ 8 milhões e 700 mil para empresas de pequeno porte. O relator da proposta, deputado Jorge Goetten, do Republicanos de Santa Catarina, indicou que poderá atender às reivindicações.
O deputado federal Fábio Garcia, do União Brasil de Mato Grosso, propõe a inclusão de um mecanismo de atualização automática dos limites pelo IPCA, índice oficial da inflação.
TEC./SONORA: Fábio Garcia, deputado federal (União-MT)
“Para a gente preservar tanto as pequenos e micro-empresas, que são os maiores geradores de oportunidade de emprego no Brasil e preservar a competitividade dessas empresas para competir no mundo globalizado, com grandes corporações, com grande capacidade de comprar e vender em escala, é essencial que a gente possa garantia essas empresas de forma permanente a atualização desse teto aí ao menos pela inflação.”
LOC.: Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, afirma que a atualização é necessária para evitar que empresas deixem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: O Simples Nacional reúne diversos tributos em uma única guia. Os limites de faturamento anuais são de R$ 81 mil para MEIs, R$ 360 mil para microempresas e R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte. Os valores estão em vigor desde 2018.
Reportagem, Álvaro Couto.