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LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta quinta-feira (30), MAIS DE CINCO BILHÕES, CENTO E CINQUENTA MILHÕES DE REAIS referentes ao terceiro decêndio de julho do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. O montante é cerca de 9% superior ao transferido no mesmo decêndio do ano passado.
Os recursos do FPM são formados pela arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, e representam uma das principais fontes de receita para grande parte das prefeituras.
Entre os estados, São Paulo lidera o volume de recursos, com cerca de SEISCENTOS E TRINTA E QUATRO MILHÕES E SETECENTOS MIL REAIS. Municípios como Americana, Carapicuíba e Santa Rita do Passa Quatro recebem repasses superiores a DOIS MILHÕES E SETECENTOS MIL REAIS cada.
Minas Gerais também está entre os estados com maior participação, somando aproximadamente SEISCENTOS E TRINTA E UM MILHÕES E DUZENTOS MIL REAIS. No estado, cidades como Divinópolis, Governador Valadares e Juiz de Fora recebem quase TRÊS MILHÕES DE REAIS CADA.
Na avaliação do especialista em orçamento público Cesar Lima, a alta do FPM é resultado da combinação entre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre e a alta do petróleo no cenário internacional.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Muito propiciado pela alta do PIB neste primeiro trimestre e também por um processo inflacionário, que temos visto no contexto internacional, por conta da alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Um resultado que vem seguindo positivo, realmente temos que tirar esses eventos adversos desse valor, mas muito provavelmente ainda teremos o resultado positivo retirando a inflação em relação ao ano passado. Uma vez que a inflação hoje está na casa dos 5% previsto para o final no final do ano. Então, teremos ainda um resultado positivo em relação ao ano de 2025”, destaca.
LOC.: Até o dia 26 de julho, DEZESSEIS municípios estavam impedidos de receber recursos do fundo. Entre eles estão Petrópolis, no Rio de Janeiro; Custódia, em Pernamduco; Campo do Tenente, no Paraná e General Câmara, no Rio Grande do Sul.
Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por pendências como débitos previdenciários, falta de recolhimento ao Pasep, inscrição na dívida ativa da União ou ausência de informações obrigatórias ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde. Após a regularização, os repasses são retomados.
Reportagem, Bianca Mingote