Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Setor de Serviços registrou 272 mil novos empregados no estado; aponta pesquisa

Somando todos os setores, foram 268 mil novos empregados, com 100 mil empregos com carteira assinada e 168 mil vagas informais


No estado de São Paulo, o setor de Serviços apresentou o maior aumento de pessoas ocupando o mercado de trabalho entre o segundo e o terceiro trimestre de 2023, com 272 mil novos empregados. Em seguida, o Comércio apresentou crescimento de 62 mil e Construção de 8 mil. No total, foram 268 mil novas ocupações, com 100 mil empregos com carteira assinada e 168 mil vagas informais. Os dados foram divulgados pela Fundação Seade.

César Bergo, economista, aponta alguns fatores que influenciaram no aumento dos empregados nesses setores. “Você tem a retomada dos programas de governo, programa de aceleração do crescimento, a questão também da construção civil. Então a gente observa que esses setores são muito fortes na contratação de obras, sobretudo no estado de São Paulo, que é o maior Produto Interno Bruto do país.”

Já Hugo Garbe, também economista, aponta a recuperação econômica pós-pandemia do coronavírus como um fator que contribuiu para o aumento da demanda por serviços e comércio com a retomada das atividades econômicas. “A adaptação das empresas às novas demandas do mercado, como o crescimento do comércio eletrônico e serviços digitais, também podem ter contribuído”, avalia.

Em todo o estado de São Paulo, o  total de ocupados no mercado de trabalho foi de 24,2 milhões, um aumento de 1,1% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2023. 

Apesar do resultado positivo, o setor de Indústria apresentou uma queda de 63 mil ocupações no mercado de trabalho, seguido por Agricultura (-8 mil). Serviços Domésticos permaneceu estável.

César Bergo informa que a Indústria vem mostrando uma dificuldade de recuperação, principalmente em função da política monetária, que elevou a taxa de juros. Já a Agricultura pode ter sido afetada pelo fim da safra, conforme aponta o economista.

Expectativas para os próximos meses

De acordo com Bergo, a Construção Civil, Comércio e Serviços devem continuar fortes em 2024, e apesar da dificuldade da Indústria, os investimentos podem voltar, apresentando um resultado mais positivo no setor.

Hugo Garbe também aponta para uma continuação do crescimento, especialmente nos setores de Serviços e Comércio, mas dependente de fatores macroeconômicos e políticos. “Incertezas econômicas globais, como inflação e taxas de juros, podem impactar as projeções”, completa.

Taxa de desocupação

Entre o segundo e o terceiro trimestre de 2023, houve uma redução na taxa de desocupação, diminuindo de 7,8% para 7,1%, enquanto a taxa composta de subutilização da força de trabalho também caiu de 14,8% para 13,8%. Durante o período de julho a setembro, aproximadamente 1,9 milhão de pessoas estavam sem emprego.

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LOC.: No estado de São Paulo, o setor de Serviços apresentou o maior aumento de pessoas ocupando o mercado de trabalho entre o segundo e o terceiro trimestre de 2023, com 272 mil novos empregados. Em seguida, o Comércio apresentou crescimento de 62 mil e Construção de 8 mil. No total, foram 268 mil novas ocupações, com 100 mil empregos com carteira assinada e 168 mil vagas informais. Os dados foram divulgados pela Fundação Seade.

O economista César Bergo aponta alguns fatores que influenciaram no aumento dos empregados nesses setores.

TEC./SONORA: César Bergo, economista

 “Você tem a retomada dos programas de governo, programa de aceleração do crescimento, a questão também da construção civil. Então a gente observa que esses setores são muito fortes na contratação de obras, sobretudo no estado de São Paulo, que é o maior Produto Interno Bruto do país."


LOC.: Em todo o estado de São Paulo, o  total de ocupados no mercado de trabalho foi de mais de 24 milhões, um aumento de 1,1% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2023. 

Apesar do resultado positivo, o setor de Indústria apresentou uma queda de 63 mil ocupações no mercado de trabalho, seguido por Agricultura, que registrou um redução de 8 mil empregados. Serviços Domésticos permaneceu estável.

 

TEC./SONORA: César Bergo, economista

"Do outro lado nós temos a Indústria, que vem mostrando uma dificuldade de recuperação, sobretudo em função da política monetária, que elevou a taxa de juros, e também a grande dificuldade do Agronegócio que apresenta negativo, em função de já ter terminado a safra."


LOC.: Para 2024, o economista apontou que Construção Civil, Comércio e Serviços devem continuar fortes. Apesar da dificuldade da Indústria, os investimentos podem voltar, apresentando um resultado mais positivo no setor.

Reportagem, Nathália Guimarães