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LOC.: Parlamentares das regiões de Minas Gerais e do Paraná defendem a aprovação das mudanças no seguro rural para ampliar a proteção dos produtores diante de eventos climáticos, crises de mercado e dificuldades de acesso ao crédito.
O Projeto de Lei número 2951 de 2024, reformula a política agrícola e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, o PSR. Prevê juros menores, prioridade no acesso ao crédito para produtores segurados e financiamento do prêmio do seguro.
O deputado Zé Vitor, do PL mineiro, defende que as regras sejam atualizadas para acompanhar a realidade do agronegócio atual, que enfrenta riscos climáticos, econômicos e internacionais.
TEC./SONORA: deputado federal Zé Vitor (PL-MG)
“Nós temos uma série de incertezas, uma série de fatores que nos trouxeram até aqui. Primeiro, a falta de previsibilidade, o que nos prejudica muito no planejamento, mas nós também somos vítimas de muitas questões climáticas, avaliações no mercado, guerras e instabilidades geopolíticas que afetam o nosso negócio. São custos maiores, margens menores, já conhecido por todos nós.”
LOC.: Já o deputado Nelson Padovani, do PP paranaense, chama atenção para a baixa cobertura do seguro agrícola no país.
TEC./SONORA: deputado federal Nelson Padovani (PP-PR)
“Hoje no Brasil, só 15% das lavouras têm seguro agrícola. Então é normal que a cada ciclo, a cada cinco, dez anos, tenha essa quantidade enorme de agricultores endividados, uma quantidade enorme de agricultores passando dificuldade.”
LOC.: Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Mapa, houve uma redução nos recursos e na contratação do seguro rural nos últimos anos. Em 2025, a área protegida pelo programa caiu para o menor nível em dez anos.
O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, Alfredo Cotait Neto, afirma que a falta de proteção no campo afeta toda a economia.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Quando a safra quebra, os impactos chegam ao comércio e ao bolso das famílias. Por isso, reduzir recursos para o seguro rural é um erro. Sem a proteção, o crédito fica mais caro, o risco aumenta e toda a economia sente os efeitos. Defender o seguro rural é defender estabilidade, previsibilidade e alimentos a preços mais acessíveis para os brasileiros.”
LOC.: O projeto de lei que reformula a política agrícola e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural foi aprovada na Câmara e enviada ao local de origem, o Senado Federal, que deve votar se mantém as alterações ou se retoma o primeiro formato.
Reportagem, Bianca Mingote; locução, Álvaro Couto