Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

São Paulo: Governo lança guia explicativo sobre a desestatização da Sabesp

A medida segue o novo marco legal do saneamento, que estabelece 99% de abastecimento de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto para toda a população brasileira


O Governo de São Paulo lançou um guia informativo sobre a desestatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto de 375 municípios paulistas. O material aponta que o modelo de desestatização deve ampliar investimentos no estado, o crescimento da companhia e reduzir tarifas.

A presidente-executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, explica que a medida segue o estabelecimento do novo marco do saneamento. “A meta é a universalização dos serviços de acesso à água e coleta e tratamento do esgoto no estado de São Paulo. O marco coloca como data limite o ano de 2033”, informa.

Luana Pretto ainda aponta que, hoje, 98,6% da população paulista tem acesso à água, e 94,7% tem acesso à coleta de esgoto. “Sendo que do volume de água consumida que se transforma em esgoto, 70,4% desse esgoto é tratado. Hoje, o estado possui um índice de perdas de 34,5%”, completa.

De acordo com ela, a desestatização do Sapesp pode antecipar em 4 anos o prazo para cumprir a meta, além de ampliar o número de pessoas atendidas, incluindo populações que hoje não são contempladas, como moradores de áreas rurais, favelas, palafitas, comunidades tradicionais e povos originários.

Assim, a medida deve:

  • Levar saneamento a 10 milhões de pessoas até 2029
  • Levar água potável para mais de 3 milhões de pessoas
  • Levar esgoto coletado para mais de 4 milhões de pessoas
  • Levar esgoto tratado para mais de 5 milhões de pessoas
  • Reduzir a mortalidade infantil
  • Aumentar a qualidade de vida

Além disso, o planejamento para cumprir a meta deve ser feito em conjunto, por estado e municípios. De acordo com a Sabesp, um exemplo é a região metropolitana de São Paulo, onde parte do abastecimento de água ocorre fora da região, no Sistema Cantareira, e parte em municípios como os do Alto Tietê e do ABC Paulista. Em algumas cidades, como Barueri e ABC, as Estações de Tratamento de Esgoto recebem e tratam o esgoto de todos os municípios, fazendo com que as decisões afetem a todas as áreas.

Leia mais:

SP: Programa Etanol Mais Verde acelera redução do uso de água na produção de cana

SP: campanha de vacinação contra a gripe vai até 15 de setembro

Continue Lendo



Receba nossos conteúdos em primeira mão.

LOC.: O Governo de São Paulo divulgou um guia informativo sobre a desestatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, que é responsável pelos serviços de água, coleta e tratamento de esgoto em 375 municípios paulistas. O material destaca que a desestatização tem o potencial de aumentar os investimentos no estado, promover o crescimento da companhia e reduzir as tarifas.

De acordo com a presidente-executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, essa medida está alinhada com o novo marco legal do saneamento.

TEC./SONORA: Presidente executiva do Trata Brasil, Luana Pretto

 “Visa antecipar, em quatro anos, a meta de universalização dos serviços de acesso à água e coleta e tratamento do esgoto no estado de São Paulo. O Marco coloca como data limite o ano de 2033.”


LOC.: De acordo com ela, a desestatização do Sabesp pode antecipar em 4 anos o prazo para cumprir a meta, além de ampliar o número de pessoas atendidas, incluindo populações que hoje não são contempladas, como moradores de áreas rurais, favelas, palafitas, comunidades tradicionais e povos originários. A medida pretende levar saneamento para 10 milhões de pessoas até 2029.

Para cumprir a meta, o planejamento deve ser feito em conjunto, por estado e municípios. De acordo com a Sabesp, um exemplo é a região metropolitana de São Paulo, onde parte do abastecimento de água ocorre fora da região, no Sistema Cantareira, e parte em municípios como os do Alto Tietê e do ABC Paulista.

Reportagem, Nathália Guimarães