Foto: José Paulo Lacerda/CNI
Foto: José Paulo Lacerda/CNI

Redução da jornada de trabalho pode elevar custos das empresas em até R$ 267 bilhões ao ano, estima CNI

Somente em relação ao setor industrial, o fim da escala 6x1 pode ampliar despesas em até R$ 87,8 bilhões

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A proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia brasileira. Esse montante corresponde a um aumento de até 7% na folha de pagamentos.

A estimativa consta em levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e considera dois cenários para manter o nível atual de horas trabalhadas: a realização de horas extras pelos empregados atuais ou a contratação de novos trabalhadores.

Segundo o estudo, o impacto proporcional tende a ser ainda mais expressivo no setor industrial, podendo ultrapassar 11% da folha salarial. Nesse segmento, o aumento das despesas seria de R$ 87,8 bilhões no cenário de horas extras e de R$ 58,5 bilhões anuais no cenário de novas contratações.

A indústria da construção e as micro e pequenas empresas industriais seriam as mais afetadas. Dos 32 setores industriais analisados, 21 apresentariam alta de custos acima da média da indústria, independentemente da estratégia adotada para manter o volume atual de produção.

Impactos por setor econômico

  • Indústria de transformação: aumento entre 7,7% e 11,6%.
  • Indústria da construção: aumento entre 8,8% e 13,2%.
  • Comércio: aumento entre 8,8% e 12,7%.
  • Agropecuária: aumento entre 7,7% e 13,5%.

Inicialmente, a proposta prevê uma alta de cerca de 10% no valor da hora regular trabalhada pelos empregados cujo contrato atual exceda 40 horas semanais. Caso as horas não sejam repostas, a redução do limite semanal poderá resultar em queda da atividade econômica.

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, a combinação desses fatores indica que o cenário mais provável é de redução da produção e aumento do custo unitário do trabalho, o que pode gerar pressão sobre os custos, perda de competitividade das empresas nacionais e impactos negativos sobre emprego, renda e Produto Interno Bruto (PIB).

“A dificuldade de adaptação para micro e pequenas empresas, que correspondem a 52% do emprego formal do país, mas que não dispõem de recursos ou estrutura física para ampliar equipes, será ainda maior. Como resultado, essas indústrias tendem a reduzir a produção, perder a competitividade e comprometer os postos de trabalho”, pontua.

Impacto nas micro e pequenas empresas industriais

O levantamento aponta que as empresas industriais de menor porte seriam proporcionalmente mais impactadas, pois concentram maior número de empregados com jornadas superiores a 40 horas semanais.

No cenário de manutenção das horas por meio de horas extras:

  • Empresas com até 9 empregados teriam aumento de R$ 6,8 bilhões (alta de 13% nos gastos com pessoal).
  • Empresas com 250 empregados ou mais registrariam aumento de R$ 41,3 bilhões (alta de 9,8%).

No cenário de reposição das horas por meio de novas contratações:

  • Empresas com até 9 empregados teriam elevação de R$ 4,5 bilhões (alta de 8,7%).
  • Empresas com 250 empregados ou mais registrariam aumento de R$ 27,5 bilhões (alta de 6,6%).

Segmentos industriais mais afetados

O segmento da construção seria o mais impactado, com projeção de aumento de custos de até 13,2%, equivalente a R$ 19,4 bilhões por ano. Em seguida aparece a indústria de transformação, com alta de até 11,6%. 

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Já os serviços industriais de utilidade pública (eletricidade, gás e água) teriam aumento estimado de 5,7%, enquanto a indústria extrativa registraria crescimento de 4,7% nos custos.
 

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LOC.: Um estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, revela que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de QUARENTA E QUATRO para QUARENTA horas pode elevar entre mais de CENTO E SETENTA E OITO BILHÕES e cerca de DUZENTOS E SESSENTA E SETE BILHÕES DE REAIS por ano os custos com empregados formais na economia brasileira. Esse montante corresponde a um aumento de até SETE POR CENTO na folha de pagamentos.

A estimativa considera dois cenários para manter o nível atual de horas trabalhadas: a realização de horas extras pelos empregados atuais ou a contratação de novos trabalhadores.

Pelos termos do levantamento, o impacto proporcional tende a ser ainda mais expressivo no setor industrial, podendo ultrapassar ONZE POR CENTO da folha salarial. Nesse segmento, o aumento das despesas seria de mais de OITENTA E SETE BILHÕES no cenário de horas extras e de aproximadamente CINQUENTA E OITO BILHÕES anuais no cenário de novas contratações.

A indústria da construção e as micro e pequenas empresas industriais seriam as mais afetadas. Dos TRINTA E DOIS setores industriais analisados, VINTE E UM apresentariam alta de custos acima da média da indústria, independentemente da estratégia adotada para manter o volume atual de produção.

Inicialmente, a proposta prevê uma alta de cerca de DEZ POR CENTO no valor da hora regular trabalhada pelos empregados cujo contrato atual exceda QUARENTA horas semanais. Caso as horas não sejam repostas, a redução do limite semanal poderá resultar em queda da atividade econômica.

O segmento da construção seria o mais impactado, com projeção de aumento de custos cima de TREZE POR CENTO, equivalente a mais de DEZENOVE BILHÕES DE REIAS por ano. 

Reportagem, Marquezan Araújo