Edgard Fernandes Júnior (Sebrae), deputado Jorge Goetten, Alfredo Cotait Neto (CACB), deputada Bia Kicis e Francisco de Assis (CDL Ceará). Foto: Daniel Fagundes/Trilux
Edgard Fernandes Júnior (Sebrae), deputado Jorge Goetten, Alfredo Cotait Neto (CACB), deputada Bia Kicis e Francisco de Assis (CDL Ceará). Foto: Daniel Fagundes/Trilux

Projeto “Liberdade para Trabalhar” ganha força em municípios e impulsiona abertura de empresas, diz Ilisp

CEO Marcelo Farias destaca que dispensa de alvará para atividades de baixo risco já elevou em até 89% o número de novos negócios e aumentou a geração de empregos formais


Durante o Summit da Micro e Pequena Empresa promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que discutiu também o reajuste da tabela do Simples Nacional, o CEO do Instituto Liberal de São Paulo (Ilisp), Marcelo Farias, apresentou avanços do projeto Liberdade para Trabalhar, iniciativa criada para garantir a aplicação efetiva da Lei de Liberdade Econômica (Lei no 13.874/19) nos estados e municípios.

Segundo Farias, antes da lei, abrir ou manter uma empresa exigia uma série de autorizações de órgãos estaduais e municipais – de vigilância sanitária a meio ambiente, bombeiros, defesa agropecuária e secretarias municipais. A legislação federal de 2019 estabeleceu a dispensa de alvará para atividades consideradas de baixo risco, mas sua efetividade depende da regulamentação local.

“Se o estado ou o município não regulamenta, a lei simplesmente não é aplicada. Corríamos o risco de ter mais uma daquelas leis que ‘não pegam’”, afirmou. Para evitar esse cenário, o Ilisp lançou, em 2021, o projeto Liberdade para Trabalhar, que assessora estados e prefeituras na adoção da dispensa de alvará. Nove estados já avançaram com apoio da entidade.

Projeto acelera formalização e ambiente empreendedor

A CACB também tem colaborado na divulgação e articulação política. A implantação, de acordo com Farias, simplifica totalmente o processo: a dispensa de alvará passa a ser incorporada diretamente ao sistema da junta comercial ou da prefeitura, tornando invisível a burocracia para o empreendedor.

Os impactos já são observados: após a adoção da lei, houve aumento médio de 40% na criação de empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e o número de empresas abertas cresceu em média 89%. Farias afirma que a medida beneficia principalmente o pequeno empreendedor, que passa a conseguir abrir um negócio de forma mais rápida e digital.

Para quem deseja saber se seu município já aderiu, o Ilisp criou o site https://liberdadeparatrabalhar.com.br/ , que mostra o status de cada cidade e orienta como pressionar pela implementação da lei.
Farias CEO reforça o propósito da iniciativa: “O melhor programa social é o emprego – mas, atualizando um pouco, o melhor programa social é a liberdade para trabalhar. Isso permite que o empreendedor gere seu próprio emprego e ainda crie oportunidades para outros.”
 

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LOC.: Durante o Summit da Micro e Pequena Empresa, realizado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, e pelo Sebrae, em Brasília, participantes apresentaram avanços do projeto Liberdade para Trabalhar, iniciativa do Instituto Liberal de São Paulo que busca garantir a aplicação efetiva da Lei de Liberdade Econômica. Esta lei de 2019 estabeleceu a dispensa de alvará de baixo risco para a abertura de atividades, mas a efetividade depende da regulamentação municipal. 

O CEO do Instituto, Marcelo Farias, apresentou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo ele, após a implantação da Lei de Liberdade Econômica, houve um aumento médio de 40% na criação de empregos formais e o número de empresas abertas cresceu em média 89%.

Farias explicou que antes da Lei de Liberdade Econômica o empreendedor enfrentava uma verdadeira maratona burocrática.
 

TEC/SONORA: CEO ILISP MARCELO FARIAS

“Antes da Lei de Liberdade Econômica, o empreendedor precisava passar por uma série de órgãos estaduais e municipais para abrir ou até continuar uma empresa. Era alvará da vigilância, meio ambiente, bombeiros, defesa agropecuária… uma burocracia enorme. A lei de 2019 disse: para atividades de baixo risco não será mais exigido alvará, justamente para reduzir esse processo burocrático.”


LOC.: Marcelo destacou, no entanto, que a lei só se torna realidade quando estados e municípios também a regulamentam. Foi para evitar que se tornasse “uma lei que não pega” que o ILisp criou, em 2021, o projeto Liberdade para Trabalhar. A iniciativa já ajudou nove estados a avançar na adoção da dispensa de alvará para atividades de baixo risco.

TEC/SONORA: CEO ILISP MARCELO FARIAS

“Criamos o projeto Liberdade para Trabalhar para que estados e municípios realmente implantassem a dispensa de alvará para atividades de baixo risco. Quando isso acontece, o sistema da junta comercial já marca aquela atividade como dispensada. O processo fica invisível para o empreendedor, que consegue abrir e manter sua empresa sem essa burocracia.”


LOC.: A CACB defende que cada município implemente a Lei da Liberdade Econômica de forma completa para desburocratizar e revogar regras que atrapalham o bom desenvolvimento da economia local.

Para saber se o seu município já aderiu à lei, basta acessar o site liberdadepratrabahar.com.br.