Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Otimismo dos industriais é reflexo de cenário mais positivo, diz economista

Carla Beni, professora da FGV, diz que reforma tributária, queda dos juros e valorização do real ajudam a explicar cenário mais favorável da economia no curto prazo


O aumento do otimismo dos empresários industriais quanto ao desempenho do setor nos próximos seis meses é reflexo de um horizonte mais positivo para a economia no curto prazo. É o que aponta a economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV). 

De acordo com a Sondagem Industrial publicada nessa terça-feira (18), os empresários acreditam que a demanda interna deve aumentar nos próximos meses, assim como a quantidade de bens industriais que as fábricas vão exportar, a compra de matérias-primas e, também, o número de empregados. 

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), isso mostra que há mais otimismo disseminado entre as indústrias, apesar dos resultados negativos registrados na passagem de maio para junho. Carla Beni destaca que a melhora da confiança dos empresários se deve a diversos fatores. 

"Há um cenário muito positivo no Brasil. Tem a reforma tributária, que vai facilitar muito a vida da indústria. A outra expectativa relevante para o segundo semestre é o início de um ciclo de queda da taxa de juros. Outro programa importante é o Desenrola, que vai retomar uma quantidade muito considerável de pessoas que vão voltar para o mercado consumidor. O dólar está num patamar muito bom, as expectativas de crescimento do PIB beiram 3%", avalia. 

A economista destaca que esses fatores vão permitir o aumento do consumo interno, que foi o principal problema enfrentado pela indústria no segundo trimestre, segundo os próprios empresários. 

Outra dificuldade que tende a ser superada no segundo semestre é a taxa de juros elevada, diz o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). "Com a diminuição da expectativa inflacionária não há porque manter o patamar de juros, razão pela qual acho que a questão dos juros será decisiva e, ela sendo equacionada, nós poderemos ter uma resposta rápida, importante da retomada da economia, particularmente da atividade industrial do país", analisa. 

O congressista, que é presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, afirma que o crescimento econômico do país passa por segurança jurídica e equilíbrio fiscal, o que ele julga ser possível melhorar com o novo arcabouço fiscal, o marco legal das garantias de crédito e o projeto de lei das debêntures de infraestrutura, por exemplo. "Podem tornar o clima receptivo ao desenvolvimento de negócios", pontua. 

Todos os índices de expectativas da indústria sobem em julho, aponta CNI

Desempenho negativo em junho

Na passagem de maio para junho, a indústria viu os indicadores de produção, de emprego e de estoque piorarem. Apesar disso, os empresários perceberam uma leve melhora nas condições financeiras, no acesso ao crédito e no preço das matérias-primas, ponto que foi um dos principais gargalos para a indústria no último ano. 

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LOC.: O aumento do otimismo dos empresários industriais quanto ao desempenho do setor nos próximos seis meses é reflexo de um horizonte mais positivo para a economia no curto prazo. É o que aponta a economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas. 

De acordo com a Sondagem Industrial publicada nessa terça-feira (18), os empresários acreditam que a demanda interna deve aumentar nos próximos meses, assim como a quantidade de bens industriais que as fábricas vão exportar, a compra de matérias-primas e, também, o número de empregados. 

Carla Beni destaca que a melhora da confiança dos empresários se deve a diversos fatores. 
 

TEC./SONORA: Carla Beni, economista e professora da FGV
"Há um cenário muito positivo no Brasil. Tem a reforma tributária, que vai facilitar muito a vida da indústria. A outra expectativa relevante para o segundo semestre é o início de um ciclo de queda da taxa de juros. Outro programa importante é o Desenrola, que vai retomar uma quantidade muito considerável de pessoas que vão voltar para o mercado consumidor. O dólar está num patamar muito bom, as expectativas de crescimento do PIB beiram 3%."


LOC.: A economista destaca que esses fatores vão permitir o aumento do consumo interno, que foi o principal problema enfrentado pela indústria no segundo trimestre, segundo os próprios empresários. Outra dificuldade que tende a ser superada no segundo semestre é a taxa de juros elevada. É o que diz o deputado federal Arnaldo Jardim, do Cidadania de São Paulo, que é presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo.
 

TEC./SONORA: deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
"Com a diminuição da expectativa inflacionária não há porque manter o patamar de juros, razão pela qual acho que a questão dos juros será decisiva e, ela sendo equacionada, nós poderemos ter uma resposta rápida, importante da retomada da economia, particularmente da atividade industrial do país."


LOC.: Na passagem de maio para junho, a indústria viu os indicadores de produção, de emprego e de estoque piorarem. Apesar disso, os empresários perceberam uma leve melhora nas condições financeiras, no acesso ao crédito e no preço das matérias-primas, ponto que foi um dos principais gargalos para a indústria no último ano. 

Reportagem, Felipe Moura.