Foto: Portal Brasil.gov.br/Ricardo Teles
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Mineração e sociedade: empresas concentram forças para ajudar comunidades a superar problemas na pandemia

Segundo o vice-presidente de sustentabilidade e estratégia da Nexa Resources, Felipe Guardiano, a colaboração das empresas de mineração foi além de doações, e entrou no campo da gestão e logística


A pandemia da Covid-19 provocou, na sociedade, um comportamento de isolamento entre os indivíduos. Porém, da ótica da solidariedade, é possível dizer que houve, na verdade, uma integração. No mundo corporativista não foi diferente, sobretudo no que diz respeito à atuação de empresas ligadas ao setor de mineração.

Exemplos de implementação de atividades voltadas para a governança social e ambiental, assim como recursos revertidos em trabalhos socioeducativos nas comunidades foram abordados no primeiro dia do 6º. Mineração &/X Comunidades, promovido pela Brasil Mineral, realizado nesta terça-feira (10).

Na ocasião, o presidente do Sindimiba e da Largo Resources, Paulo Misk, pontuou que a companhia investiu, durante a pandemia, na capacitação dos colaboradores. Além disso, houve um foco na contratação de moradores de localidades baianas próximas à instalação, e aplicação de dinheiro em cursos e atividades desportivas e culturais nessas comunidades.

“Nós também fizemos um trabalho muito forte junto à comunidade. Não só campanhas educativas, mas também doação de kits, teste de Covid-19, doação de ventiladores. Doamos cestas básicas para que as pessoas pudessem ficar em casa, tendo o que servir aos filhos. Doamos EPIs às prefeituras, mais especificamente para equipes de saúde que tinham algum contato com a população. Foi um trabalho muito intenso”, destacou.

O Sindimiba é o Sindicato das Indústrias Extrativas de Minerais Metálicos, Metais Nobres e Preciosos, Pedras Preciosas e Semipreciosas e Magnesita no Estado da Bahia. Já a Largo Resources é uma empresa do mesmo estado que atua na extração de vanádio. 

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O evento também contou com a presença do diretor de assuntos corporativos da plataforma de fundos de investimento em mineração Appian Brasil, Sílvio Lima. Segundo ele, a pandemia mostrou que o ser humano é adaptável em momento de situações adversas, e que essa mutabilidade é aplicada às empresas do setor mineral, que têm buscado uma proximidade maior com causas sociais.

“Os investimentos sociais e a nossa forma de agir precisam ser observados pela ótica de quem recebe o investimento. Intenção não implica em resultado. Reconhecer a vulnerabilidade é uma forma de multiplicar força e não de demonstrar fraqueza. E, definitivamente, o poder econômico não é preponderante no sucesso de ações de investimento social”, explicou.

Empresa, colaborador e comunidade

Durante o evento, o diretor-presidente da Mineração Caraíba, mineradora situada no norte da Bahia, Manoel Valério afirmou que a consideração do setor mineral como atividade essencial foi um fator que levou as companhias a ampliarem sua responsabilidade social. Sobre isso, Valério ressalta que esse ponto exaltou o foco na consciência dos colaboradores, que precisavam levar esse comportamento à comunidade em que viviam.

“Nós começamos a atuar em dois pilares muito fortes: confiança e transparência. Nós tínhamos que nos aproximar. Trabalhamos com três unidades operacionais, em três municípios. Então, tínhamos contato toda semana. Perguntávamos o que eles estavam fazendo e informávamos o que estávamos fazendo. Queríamos saber o que precisava ser trabalhado para que conseguíssemos superar esse momento, não só dentro da companhia, mas em todo o território”, destacou.

Vice-presidente de sustentabilidade e estratégia da empresa global de mineração Nexa Resources, Felipe Guardiano também participou do evento e, na ocasião, disse que a colaboração das empresas de mineração foi além de doações e dicas de como se prevenir da Covid-19.

“Tem muita questão logística e de gestão e outras para as quais estamos preparados, porque tivemos treinamento para isso. Mas se formos em um posto de saúde vamos encontrar a mesma capacidade de gestão para administrar uma pandemia? Talvez não. E, talvez possamos ajudá-los a fazer isso. Eu acho que existiu muita colaboração da nossa parte, entre empresa e município, porque tínhamos um problema em comum”, pontuou.

O 6º. Mineração &/X Comunidades é um evento promovido pela Brasil Mineral e conta com a participação de empresários e especialistas. A ideia é promover ideias de ações já desenvolvidas e futuras iniciativas que visam integrar o setor de mineração às comunidades. 

A programação segue nesta quarta-feira (11), com a presença de nomes como Fábio Giusti e Maria Green (do Cetem), Ivan Simões (da Anglo American), Gilberto Azevedo (da Kinross), Marcelo Dutra (da Bamin) e Rogério Moreira (da AMIG – Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil). O evento terá início às 14h e poderá ser acompanhado pelo canal da Brasil Mineral no YouTube.

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LOC.: Durante o primeiro dia do 6º. Mineração &/X Comunidades, evento promovido pela Brasil Mineral, realizado nesta terça-feira (10), empresários do ramo destacaram ações realizadas junto às comunidades para ajudar a população a conviver melhor com os problemas relacionados à pandemia.

Na ocasião, o presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas de Minerais Metálicos e da Largo Resources, Paulo Misk, pontuou que a companhia investiu, durante a pandemia, na capacitação dos colaboradores e promoveu atividades desportivas e culturais voltadas à sociedade.
 

TEC./SONORA:  Paulo Misk, presidente do Sindimiba e da Largo Resource

“Doamos cestas básicas para que as pessoas pudessem ficar em casa, tendo o que servir aos filhos. Doamos EPIs às prefeituras, mais especificamente para equipes de saúde que tinham algum contato com a população. Foi um trabalho muito intenso.”
 

LOC.: O evento também contou com a presença do diretor de assuntos corporativos da Appian Brasil, Sílvio Lima. Segundo ele, a pandemia mostrou que o ser humano é adaptável e que isso levou empresas do setor mineral a se aproximarem mais da comunidade.

TEC./SONORA:  Sílvio Lima, Appian Brasil

“Os investimentos sociais e a nossa forma de agir precisam ser observados pela ótica de quem recebe o investimento. Reconhecer a vulnerabilidade é uma forma de multiplicar força e não de demonstrar fraqueza. E, definitivamente, o poder econômico não é preponderante no sucesso de ações de investimento social.”
 

LOC.: Durante o evento, o diretor-presidente da Mineração Caraíba, Manoel Valério afirmou que a consideração do setor mineral como atividade essencial foi um fator que levou as companhias a ampliarem sua responsabilidade social.

TEC./SONORA:  Manoel Valério, diretor-presidente da Mineração Caraíba

“Trabalhamos com três unidades operacionais, em três municípios. Perguntávamos o que eles estavam fazendo e informávamos o que estávamos fazendo. Queríamos saber o que precisava ser trabalhado para que conseguíssemos superar esse momento, não só dentro da companhia, mas em todo o território.”
 

LOC.: Vice-presidente de sustentabilidade e estratégia da Nexa Resources, Felipe Guardiano também participou do evento e, na ocasião, disse que a colaboração das empresas de mineração foi além de doações e dicas de como se prevenir da Covid-19.

TEC./SONORA: Felipe Guardiano, vice-presidente de sustentabilidade e estratégia da Nexa Resources

“Tem muita questão logística e de gestão e outras para as quais estamos preparados, porque tivemos treinamento para isso. Mas se formos em um posto de saúde vamos encontrar a mesma capacidade de gestão para administrar uma pandemia? Talvez não. E, talvez possamos ajudá-los a fazer isso.”

LOC.: A iniciativa também deu dicas de como deve ser a implementação de atividades voltadas para a governança social e ambiental, sobretudo em momentos de crise como a provocada pela pandemia.

Reportagem, Marquezan Araújo