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LOC.: A colheita do feijão primeira safra avança no Brasil, com 73,5% da área total cultivada. No entanto, a região do MATOPIBA, que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, tem sido impactada pela distribuição das chuvas.
As condições de precipitação têm colocado Bahia e Piauí em contraste. Enquanto os grãos na Bahia sofrem a persistência das chuvas, o feijão piauiense tem o final de ciclo favorecido.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet.
Dados estimados pelo Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) apontam que as chuvas elevadas no final de março e início de abril ajudaram a estabilizar a estimativa de perda de produtividade em 31,2% no Piauí, especialmente na região centro-norte, no município de Campo Maior.
No estado, as precipitações têm beneficiado as lavouras mais tardias, com a umidade contribuindo para a manutenção do potencial produtivo.
Em contrapartida, a evolução da colheita na Bahia tem sido limitada pelas condições meteorológicas.
As chuvas persistentes têm dificultado a locomoção das máquinas no campo. E, no extremo oeste do estado, a qualidade dos grãos colhidos está sendo afetada pela a manutenção da alta umidade.
As estimativas do SISDAGRO apontam que a perda de produtividade do feijão na Bahia pode chegar a 42,6% até esta terça-feira (14).
O Inmet alerta que, considerando as chuvas irregulares e temperaturas elevadas nesses estados, é necessário atenção para planejar as atividades agrícolas na região. A recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas e monitorar as condições de umidade do solo.
As medidas devem contribuir para a tomada de decisão no manejo das lavouras, a redução de riscos operacionais e o planejamento das operações de campo.
Com informações do Inmet, Bianca Mingote