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LOC.: Muito antes do Rio São Francisco alcançar 12 milhões de pessoas no Nordeste por meio da transposição, suas águas percorrem um longo caminho desde a nascente na Bacia Hidrográfica do Rio Urucuia, entre os estados de Minas Gerais e Goiás. Com o agravamento das secas e a superexploração dos recursos hídricos, o Projeto Pró-Águas Urucuia deu início a uma série de ações para combater o assoreamento e a escassez no aquífero que abastece o Velho Chico e os Rios Tocantins e Parnaíba. O programa foi oficialmente lançado nesta terça-feira (31 de março), em uma cerimônia no município mineiro de Arinos, um dos 14 municípios que abrangem a Bacia do Rio Urucuia. A iniciativa é executada pelo Instituto Espinhaço, com recursos do Programa de Conversão de Multas Ambientais do Ibama e apoio institucional do MIDR. Para o diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica, Nelton Friedrich, o desafio começa nas nascentes e no cuidado com o solo.
TEC./SONORA: Nelton Friedrich, diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica
"É evidente que esse trabalho se transforma, portanto, em uma proposta que denomina-se também Semeando Água, porque nós temos que compreender quanto nós precisamos produzir água, cultivar água e cuidar, porque, afinal de contas, como é que nós vamos ter um rio e como é que vamos ter água abundante se a gente não cuidar desde as nascentes, recuperar a mata ciliar, a conservação de solo, o cuidado, a preparação para que nós possamos compreender que água precisa dessa atenção"
LOC.: Para proteger o manancial no território, o Pró-Águas Urucuia desenvolveu práticas mecânicas que retêm mais sedimentos e possibilitam uma maior infiltração da água no solo de áreas produtivas e de recargas do lençol freático. O projeto contará com orçamento total de R$ 104 milhões. Na primeira fase, já aprovada pelo Ibama, foram destinados R$ 28 milhões, com a liberação inicial de R$ 8 milhões para as etapas iniciais do projeto. Essa fase contempla a recuperação de 520 hectares de áreas degradadas.