Foto: Arquivo/EBC
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IGP-DI sofre queda de 1,22% em setembro e está em desaceleração, aponta FGV

Após as quedas consecutivas, a alta acumulada é de 7,94% em 12 meses. Em setembro de 2021, o índice acumulava elevação de 23,43% no período de um ano, o que mostra que houve desaceleração da alta do IGP-DI


O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou redução de 1,22% em setembro. Em agosto, a queda havia sido de 0,55%. Apesar das quedas consecutivas, o índice acumula alta de 5,54% em 2022, até o momento, e 7,94% em 12 meses. Em setembro de 2021, o índice havia sofrido queda de 0,55% e acumulava elevação de 23,43% em um ano, o que mostra que houve desaceleração da alta do IGP-DI.

O professor da FGV-EAESP, Renan Pieri, destaca que, entre os fatores que puxaram o resultado, está a redução do preço dos combustíveis, que ocorreu tanto pela mudança na cobrança do ICMS quanto pelo recuo do valor do petróleo no mercado internacional. 

“Além disso, houve uma queda nos preços de commodities, o que, em particular, barateia insumos e matérias-primas para as empresas. O resultado ainda é de alta significativa nos últimos 12 meses, em quase 8%, mas, de fato, os preços parecem ter um crescimento menor no atual momento”, avalia. 

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Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve diminuição de 1,68% no último mês. Em agosto, a taxa havia apresentado queda de 0,63%. Na análise por estágios de processamento, o índice do grupo Bens Finais tinha registrado queda de 0,90% em agosto, e caiu 0,41% em setembro. 

De acordo com a FGV, “o principal responsável pelo resultado foram os alimentos in natura, cuja taxa passou de -0,15% para 4,99%. O índice de Bens Finais, que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,04% em setembro, contra queda de 0,24% em agosto.”
Bens Intermediários

A taxa do grupo Bens Intermediários saiu de um recuo de 0,92% em agosto para uma queda de 2,46% em setembro. O resultado foi proporcionado pelo subgrupo de materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de uma diminuição de 0,24% para um recuo de 1,72%. “O índice de Bens Intermediários, calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 1,28% em setembro, ante queda de 0,29% no mês anterior”, aponta o levantamento. 

O estágio das Matérias-Primas Brutas, por sua vez, ajudou a gerar uma queda em sua taxa de variação, a qual passou de uma redução de 0,04% em agosto para uma queda de 1,95% em setembro. 

Contribuíram para este movimento os seguintes itens: 

  • Leite in natura (10,84% para -6,92%)
  • Cana-de-açúcar (-0,13% para -1,14%) 
  • Aves (1,04% para -1,42%) 

No sentido oposto, os resultados foram os seguintes: 

  • Minério de ferro (-3,80% para -3,27%) 
  • Soja em grão (-1,30% para -0,92%)
  • Café em grão (-0,94% para -0,58%)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,02% em setembro, após queda de 0,57% no mês imediatamente anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice tiveram elevação em suas taxas de variação:

  • Educação, Leitura e Recreação (0,46% para 4,36%) 
  • Transportes (-3,56% para -2,63%) 
  • Habitação (-0,09% para 0,40%) 
  • Comunicação (-1,03% para -0,52%)
  • Passagem aérea (2,07% para 23,75%) 
  • Gasolina (-11,62% para -8,68%)
  • Tarifa de eletricidade residencial (-2,33% para -0,07%) 
  • Tarifa de telefone móvel (-2,26% para 0,13%)
     

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LOC.: O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, o chamado IGP-DI, apresentou queda de 1,22% em setembro. Em agosto, a redução foi de 0,55%. Após as quedas consecutivas, o índice acumula alta de 5,54% em 2022, até o momento, e 7,94% em 12 meses. Em setembro do ano passado, o índice acumulava alta de 23,43% no período de um ano, o que mostra que houve desaceleração da alta do IGP-DI.

Na avaliação do professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, Renan Pieri, entre os fatores que influenciaram o resultado, está a redução do preço dos combustíveis, que ocorreu tanto pela mudança na cobrança do ICMS quanto pelo recuo do valor do petróleo no mercado internacional. 
 

TEC./SONORA: Renan Pieri, professor da FGV-EAESP

“Além disso, houve uma queda nos preços de commodities, o que, em particular, barateia insumos e matérias-primas para as empresas. O resultado ainda é de alta significativa nos últimos 12 meses, em quase 8%, mas, de fato, os preços parecem ter um crescimento menor no atual momento.”
 


LOC.: Já o índice do grupo Bens Finais caiu 0,41% em setembro. A taxa do grupo Bens Intermediários teve uma queda de 2,46% no mesmo mês. O resultado foi proporcionado pelo subgrupo de materiais e componentes para a manufatura. 

Reportagem, Marquezan Araújo