
Voltar
LOC.: O Ibovespa voltou a fechar o pregão em queda de 0,55%, aos 195.733 pontos, acumulando baixa de 0,81% na semana. O desempenho do índice foi influenciado principalmente pela forte desvalorização nos preços do petróleo e pelo consequente desempenho negativo das ações da Petrobras, que anularam o impacto positivo da desescalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A melhora no sentimento global veio com a notícia da abertura do Estreito de Ormuz, o que provocou um alívio imediato no mercado de energia e reduziu os prêmios de risco. Em reflexo direto, o barril do petróleo Brent despencou mais de 9%, sendo negociado na casa dos US$ 90. Esse movimento de arrefecimento dos conflitos favoreceu os ativos de risco globais, mas penalizou severamente as empresas do setor extrativo na bolsa brasileira.
Em Wall Street, o clima foi de euforia, com os principais índices renovando recordes nominais pelo terceiro dia consecutivo. Na Europa, os mercados acompanharam o movimento, com os índices fechando em alta.
No cenário doméstico, o peso do setor de commodities ditou o ritmo. As ações da Petrobras recuaram 4,80%, figurando entre as maiores baixas do índice e resultando em uma perda de R$ 32,8 bilhões em valor de mercado para a estatal em apenas um dia. Analistas observam que a normalização do fluxo comercial no Oriente Médio, embora positiva para a inflação global, retira o suporte de preços que vinha beneficiando a petroleira nas últimas semanas.
As ações com maior alta na sessão foram as da Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos SA e da Alphaville SA, que subiram quinze vírgula trinta e três por cento e doze e meio por cento, respectivamente. Por outro lado, as ações da OSX Brasil SA encabeçaram a lista de papéis em queda, recuando catorze vírgula zero dois por cento.
O volume total negociado na B3 foi de pouco mais de oitenta e um bilhões, quatrocentos e noventa e cinco milhões de reais, em meio a mais de quatro milhões, trezentos e quatro mil negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
Reportagem, Henrique Fregonasse.