Foto: Carol Garcia/GOVBA
Foto: Carol Garcia/GOVBA

Exportações baianas sofrem queda de 43,6% em julho

A queda foi impulsionada principalmente pela diminuição nos volumes embarcados de produtos como derivados de petróleo

SalvarSalvar imagemTextoTexto para rádio

ÚLTIMAS SOBRE BAHIA


Em julho, as exportações baianas sofreram uma queda de 43,6%, totalizando US$ 707,4 milhões, devido à diminuição nos volumes embarcados de produtos como derivados de petróleo (-98%), metalúrgico (-36%), celulose (-11%) e soja (-7,3%). A queda nos volumes representou uma redução total de 31,1%. 

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O economista Carlos Eduardo Oliveira avalia que o resultado da redução de exportações impacta com uma menor receita para o estado, o que atrapalha nos investimentos e consequentemente nas contas públicas.

“Há um ano, nós estávamos no auge da guerra da Ucrânia com a Rússia, que fez principalmente com que os produtos que exportavam, principalmente os minérios e agrícolas e o preço do petróleo também estava mais elevado, já que a Bahia é o grande produtor, e isso acaba impactando na receita do estado”, explica.

Em julho, os preços caíram em média 18,2% anualmente, afetando principalmente commodities como petróleo, grãos e minerais. As exportações sofreram com a recente desaceleração das commodities, especialmente após os picos do ano anterior devido à guerra. 

Apesar da boa safra de grãos, as vendas externas recuaram, com a agropecuária diminuindo 17,2%. A maior queda foi na indústria de transformação, especialmente no refino, que teve uma redução de 63,6%, e na indústria extrativa, com uma diminuição de 21,6%.

Carlos Eduardo comenta que os próximos meses irão depender da retomada no mercado mundial —  e não há sinal de que essa retomada irá ocorrer brevemente.

“Por isso que a gente não pode esperar uma melhora repentina, é uma melhora gradativa, com certeza vai estar ocorrendo de forma que os produtos e serviços produzidos principalmente no estado da Bahia, venham a ser comercializados no exterior”, ressalta.

O economista afirma que a retomada gradativa da economia vai impactar uma melhoria não tão significativa, mas uma melhora gradativa que vai estar impactando na economia da Bahia.

Veja Mais:

Mercado livre pode baratear em até 10% a conta de energia dos consumidores mais pobres
Estudo aponta obstáculos e soluções para fluxo comercial entre Brasil e Argentina
 

Receba nossos conteúdos em primeira mão.