Economia - undefined·01 de dezembro de 2022

Expectativa do mercado para o crescimento da economia chega a 2,8% e ultrapassa projeções do governo

Retomada econômica pós-pandemia, Auxílio Brasil e diminuição dos impostos contribuíram para o otimismo, diz economista Rodrigo Leite

Por Felipe Moura
Ouvir · 00:02:23

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

O mercado financeiro continua revisando para cima o crescimento econômico do Brasil em 2022. O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central aponta que a expectativa em torno do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano aumentou de 2,77% para 2,8%. 

A previsão dos analistas de mercado para o PIB deste ano já supera as expectativas do próprio governo federal. No início do mês, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE-ME) afirmou que espera um crescimento econômico de 2,7%. 

O primeiro Relatório Focus do ano trazia o tom de pessimismo do mercado quanto ao resultado do PIB. Em janeiro, previa-se alta contida da atividade econômica: apenas 0,28%. O economista Rodrigo Leite, professor de Finanças e Controle Gerencial do Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), credita o otimismo em torno do crescimento econômico a três fatores. 

“Em primeiro lugar, houve uma retomada pós-covid, que já era esperada. Segundo ponto é o aumento do Auxílio Brasil, porque, com isso, você tem mais dinheiro e as pessoas comprando e, em terceiro lugar, como houve redução do ICMS dos combustíveis, isso otimizou custos da energia, o que acaba afetando toda a cadeia e acabou com que a economia crescesse mais no curto prazo”, explica. 

Crescimento do PIB supera expectativas em 2022, afirma coordenador de conjuntura do Ipea, Estêvão Kopschitz

PIB 2022: entre janeiro e setembro, mercado revisou de 0,3% para 2,4% a expectativa de crescimento da economia brasileira

Para especialistas, revisão para cima da estimativa do PIB brasileiro de 2022 pelo FMI confirma melhora da economia

Continuidade

Segundo o deputado federal Alexis Fonteyne (Novo-SP), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, o país só vai crescer de forma constante, evitando os chamados “voos de galinha”, se as reformas estruturais aprovadas nos últimos anos forem mantidas. É isso o que passa segurança para os investidores, segundo ele. 

“Já que estamos numa onda boa, com inflação baixa, emprego aumentando, investimentos entrando e tudo o mais, basta o governo dar segurança jurídica. Não sinalizar que ‘ah, nós vamos reverter o marco do saneamento, acabar com as concessões’ e começar a botar terror e insegurança, porque o investidor quer regras claras, botar dinheiro e ter retorno. O governo, se não atrapalhar, não botar medo, já tem esse bônus”, acredita. 

Ao menos por enquanto, o mercado está contido quanto ao crescimento da economia brasileira para o ano que vem. A projeção do Focus é de que o PIB do país avance 0,7%. Já a SPE revisou a expectativa de crescimento de 2,5% para 2,1%. 

A secretaria atribui isso à piora no cenário econômico externo, com aumento das taxas de juros internacionais e redução das expectativas de crescimento de economias desenvolvidas e emergentes. 

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia global deve desacelerar em 2023. O FMI projeta alta de 2,7% do PIB mundial, ante os 3,2% previstos para este ano. 

Áudio
0:00 / 0:00
Áudio
0:00 / 0:00
SOBRE

Felipe Moura

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.

Ver todas as matérias
t-page