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LOC.: O Tribunal Regional Federal da Quinta Região manteve a decisão que determina que o município de Aracaju devolva parte do seu território à cidade vizinha de São Cristóvão, em Sergipe. A área em questão corresponde a ONZE VÍRGULA QUATRO POR CENTO da capital, o equivalente a cerca de VINTE VÍRGULA SETE quilômetros quadrados.
A medida deve impactar diretamente cerca de TRINTA MIL moradores, que passarão a integrar administrativamente o município de São Cristóvão. Com isso, a população da cidade pode saltar de aproximadamente NOVENTA E CINCO MIL para CENTO E VINTE E CINCO MIL habitantes. Já Aracaju deve registrar uma redução populacional, passando de cerca de SEISCENTOS E TRÊS MIL para QUINHENTOS SETENTA E TRÊS MIL moradores.
A região envolvida na disputa faz parte da chamada Zona de Expansão de Aracaju, considerada a principal área de crescimento urbano da capital. O local reúne bairros como Mosqueiro, Robalo, Areia Branca, Santa Maria e Matapuã, e concentra investimentos importantes em infraestrutura, além de serviços públicos como escolas, unidades de saúde, pavimentação, drenagem e iluminação.
De acordo com a Prefeitura de Aracaju, a administração da área ocorre há mais de SETENTA anos, com oferta contínua de serviços públicos desde a década de 1950. O município também destaca investimentos recentes, incluindo projetos de urbanização e macrodrenagem que somam centenas de milhões de reais.
Por outro lado, a Prefeitura de São Cristóvão sustenta que a área possui vínculos históricos com o município e que a decisão judicial reforça a segurança jurídica do processo.
Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que a questão envolve critérios legais e constitucionais relacionados à definição de limites territoriais entre municípios, incluindo a necessidade de procedimentos formais previstos na legislação.
A tentativa mais recente de Aracaju para reverter a decisão, por meio de uma ação rescisória, foi rejeitada pela Justiça. No entanto, o município ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.
Enquanto isso, o processo principal segue em andamento e aguarda a conclusão de um estudo técnico conduzido pelo Governo de Sergipe. A previsão é que esse estudo seja concluído até abril de 2026.
A decisão pode trazer impactos não apenas administrativos, mas também sociais, econômicos e estruturais para a região envolvida.
Reportagem, Marquezan Araújo