Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Dimas Covas defende vacinação e distanciamento contra terceira onda

Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, prestou depoimento na CPI da Pandemia do Senado Federal e avaliou uma tendência de que a crise sanitária se estenda até o início de 2022


A CPI da Pandemia do Senado Federal ouviu o diretor do Instituto Butantan, o médico Dimas Covas, nesta quinta-feira (28). Covas contextualizou a luta contra o avanço da Covid-19 pelo Butantan e defendeu a vacinação e o distanciamento social contra uma terceira onda. 
 
Para o médico, há indícios de que o país está diante de um agravamento da pandemia, impulsionado por novas variantes do vírus. Ele ainda avaliou que essa crise sanitária pode ser enfrentada até o começo de 2022, pois ainda há muitas pessoas suscetíveis à infecção no Brasil.
 
Dimas Covas também informou que estudos já estão sendo feitos sobre a possibilidade de uma dose adicional da vacina contra o novo coronavírus, uma terceira dose, chamada tecnicamente de dose de reforço, como ocorre com o imunizante contra a gripe, por exemplo.
 
O médico ainda citou o caso do município de Serrana (SP) como exemplo da importância da vacina. Estudos de vacinação em massa contra a Covid-19 na cidade apontam uma média de mortes até quatro vezes menor que em outros municípios com população de tamanho semelhante. 

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“Em toda a população vacinada isso vem caindo progressivamente, mostrando que o efeito da vacina, quando se vacina em massa, é de fato um efeito direto sobre a evolução da epidemia. Isso é o objetivo: enquanto não tiver essa vacinação de 97% das pessoas em risco, como foi o caso em Serrana, não vamos ter esse decréscimo natural da epidemia”, afirmou. 

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Para o médico, há indícios de que o país está diante de um agravamento da pandemia, impulsionado por novas variantes do vírus. Ele ainda avaliou que essa crise sanitária pode ser enfrentada até o começo de 2022, pois ainda há muitas pessoas suscetíveis à infecção no Brasil.
 
Dimas Covas também informou que estudos já estão sendo feitos sobre a possibilidade de uma dose adicional da vacina contra o novo coronavírus, uma terceira dose, chamada tecnicamente de dose de reforço, como ocorre com o imunizante contra a gripe, por exemplo.
 
O médico ainda citou o caso do município de Serrana (SP) como exemplo da importância da vacina. Estudos de vacinação em massa contra a Covid-19 na cidade apontam uma média de mortes até quatro vezes menor que em outros municípios com população de tamanho semelhante.