Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Desastres climáticos causaram R$ 785,4 bilhões em prejuízos no Brasil desde 2013

Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025, os desastres registrados no Brasil causaram 3.221 mortes

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Secas, estiagens e chuvas intensas provocaram R$ 785,4 bilhões em prejuízos aos municípios brasileiros entre 2013 e 2025. Os dados são de um levantamento divulgado nesta segunda-feira (25) pela Confederação Nacional de Municípios.

Segundo o estudo, os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos no país nos últimos anos. Os maiores impactos foram registrados nos setores de infraestrutura pública, agropecuária e habitação, conforme a tabela abaixo.

 

 

A seca e a estiagem responderam pela maior parte das perdas: R$ 458,3 bilhões ao longo dos últimos 13 anos. A região Nordeste concentrou 48% desse total, com R$ 270,6 bilhões em prejuízos. Em seguida aparecem as regiões Sul, com 27,6%, Sudeste, com 16,8%, Centro-Oeste, com 6,6%, e Norte, com 1%.

O levantamento considera registros entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2025. Nesse período, 95,1% dos municípios brasileiros foram atingidos ao menos uma vez por algum tipo de desastre.

Seca e chuvas 

A seca, a estiagem e o excesso de chuvas estão entre os eventos climáticos com maior impacto sobre os municípios brasileiros no período analisado.

Entre 2013 e 2025, seca e estiagem geraram cerca de 30 mil decretos de situação de emergência ou calamidade pública. Já os eventos relacionados ao excesso de chuvas somaram 22,8 mil registros.

As duas categorias juntas representam aproximadamente 70% das 74.745 decretações registradas no país desde 2013, com um total de 52,8 mil ocorrências.

Os demais desastres ligados a processos biológicos, climatológicos e tecnológicos somaram 21.867 registros, o equivalente a 29,3% do total.

As chuvas intensas também estiveram associadas a episódios de inundação, alagamentos, enxurradas, tempestades e deslizamentos. Os estados mais afetados por esses eventos foram Santa Catarina, responsável por 21,4% dos registros nacionais, Rio Grande do Sul, com 15,9%, e Minas Gerais, com 13,1%.

Mais de 3,2 mil mortes

Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025, os desastres registrados no Brasil causaram 3.221 mortes.

O ano de 2022 teve o maior número de vítimas, com 607 óbitos — o equivalente a 18,8% do total. Em seguida aparecem 2013, com 414 mortes (12,9%), 2019, com 368 (11,4%), e 2024, com 311 mortes (9,7%).

VEJA MAIS:

Ao longo dos 13 anos analisados, os desastres afetaram mais de 493,8 milhões de pessoas em todo o país.

Os impactos também provocaram deslocamentos em larga escala. Somadas as diferentes categorias relacionadas a desalojamento e desabrigo, cerca de 6,4 milhões de pessoas precisaram deixar suas casas.

A Região Norte concentrou o maior número de pessoas desabrigadas, com 369.882 registros, o equivalente a 33,85% do total nacional. O Nordeste aparece em seguida, com 32,42%, seguido pelo Sul, com 22,62%, Sudeste, com 10,10%, e Centro-Oeste, com 1% dos registros.
 

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LOC.: Secas, estiagens e chuvas intensas causaram prejuízos de SETECENTOS E OITENTA E CINCO BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS aos municípios brasileiros entre 2013 e 2025.

Os dados são de um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios. Os maiores impactos foram registrados nos setores de infraestrutura, agropecuária e habitação.

A seca e a estiagem responderam pela maior parte das perdas, com QUATROCENTOS E CINQUENTA E OITO BILHÕES E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS em prejuízos.

O Nordeste foi a região mais afetada, concentrando QUARENTA E OITO POR CENTO do total. Em seguida aparecem Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

O levantamento mostra ainda que NOVENTA E CINCO VÍRGULA UM POR CENTO dos municípios brasileiros enfrentaram pelo menos um desastre climático no período analisado.

Neste recorte, seca e estiagem geraram cerca de TRINTA MIL decretos de emergência ou calamidade pública. Já os eventos relacionados ao excesso de chuvas somaram VINTE E DOIS MIL E OITOCENTOS registros.

As chuvas intensas também provocaram inundações, enxurradas e deslizamentos. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais lideram o número de ocorrências.

Os desastres registrados no país causaram ainda TRÊS MIL DUZENTAS E VINTE E UMA mortes ao longo dos últimos TREZE anos. Somente em 2022 foram SEISCENTOS E SETE óbitos, o maior número do período.

O levantamento aponta também que mais de QUATROCENTOS E NOVENTA E TRÊS MILHÕES de pessoas foram afetadas pelos desastres climáticos no Brasil. Cerca de SEIS MILHÕES E QUATROCENTAS MIL pessoas tiveram que deixar suas casas por causa de desalojamentos e desabrigos.

Reportagem, Marquezan Araújo