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LOC.: O tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que elevou em até 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, já preocupa exportadores de diversos setores. Em Fraiburgo, no oeste de Santa Catarina, a Renar Móveis, que há mais de 50 anos fabrica móveis de madeira maciça, sentiu os primeiros impactos. O diretor da empresa, Roberto Frey, explica.
TEC/SONORA: ROBERTO FREY, diretor da Renan Móveis
“Nós reduzimos as contratações e também diminuímos um pouco o volume de produção. Isso reflete diretamente nos funcionários da cidade, na compra de insumos e na manutenção. Com certeza, traz um impacto para o município e para a região.”
LOC.: Os Estados Unidos representam cerca de 40% das exportações da companhia. Parte dos clientes assumiu a tarifa, repassando os preços ao consumidor final, mas outros suspenderam pedidos. Para Frey, as medidas anunciadas pelo governo federal, reunidas no Plano Brasil Soberano, não atacam a raiz do problema.
TEC/SONORA: ROBERTO FREY, diretor da Renan Móveis
“Isso só vai enforcar ainda mais as empresas. Quem não tem cliente e não tem venda vai se enforcando cada vez mais. Eu não entendo que crédito para aumentar ou alongar o endividamento seja a solução. A solução seria o governo efetivamente sentar, negociar e expor, usando de forma mais forte técnicas de negociação.”
LOC .: O Plano Brasil Soberano prevê trinta bilhões de reais em linhas de crédito para exportadores, prorrogação da suspensão de tributos e criação de uma câmara nacional para acompanhar o nível de emprego. Mas entidades empresariais dizem que o esforço diplomático deveria ser prioridade.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil lembra que cerca de duas mil pequenas e médias exportadoras brasileiras, com vendas anuais de 500 milhões de dólares, estão em risco. Segundo o presidente Alfredo Cotait Neto, muitas podem encerrar as atividades se a sobretaxa for mantida.
Reportagem, Livia BRaz