Foto: Pedro França/Agência Senado
Foto: Pedro França/Agência Senado

Congresso inicia semana com foco em anistia, reforma administrativa e orçamento

Avanço do julgamento no Supremo sobre acusados de tentativa de golpe dá novo fôlego à pauta da anistia no Legislativo; parlamentares também debatem reforma administrativa, PEC da Segurança Pública e PLOA 2026

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O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros acusados de tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal intensificou as discussões sobre as propostas de anistia no Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu, na semana, passada que a pressão para votar o texto cresceu. Enquanto o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirma que o projeto prevê perdão a todos os envolvidos, incluindo Bolsonaro, a oposição defende que a análise ocorra apenas após a conclusão do julgamento no STF.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) articula uma alternativa mais restrita, que reduziria penas apenas de participantes dos atos de 8 de janeiro, sem beneficiar financiadores e organizadores.

Reforma administrativa

Na Câmara, seguem os trabalhos do grupo de trabalho sobre a Reforma Administrativa, coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). O colegiado já fez 17 audiências públicas e recebeu mais de 200 contribuições de entidades. O presidente da Câmara, Hugo Motta, reforçou que o tema é prioridade neste semestre e defendeu que a proposta representa um pacto pelo futuro, buscando um Estado mais eficiente e justo.

PEC da Segurança Pública e projeto sobre aumento de penas

A PEC da Segurança Pública (PEC 18/25) avança na Câmara. O deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA) foi escolhido presidente da comissão especial e Mendonça Filho (União-PE), relator. A proposta, que já foi aprovada na CCJ, terá até 40 sessões para ser votada no colegiado. Para passar pelo Plenário, precisa do apoio de três quintos dos deputados, em dois turnos, antes de seguir para o Senado. O texto busca estruturar o Sistema Único de Segurança Pública e constitucionalizar fundos voltados ao setor.

E depois de passar pela Câmara na semana passada, chega ao Senado, o projeto que cria o crime qualificado de furto ou roubo de petróleo, gás natural e outros combustíveis. As penas variam de 4 a 10 anos de prisão, com agravantes em casos de participação de grupos, uso de explosivos, danos ambientais ou risco de desabastecimento.

CPMI do INSS

A CPMI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social terá como destaque a oitiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é apontado como um dos principais articuladores do esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, que teria causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Além disso, a comissão aprovou a convocação de ex-ministros da Previdência e de dez ex-presidentes do INSS para prestar esclarecimentos.

Lei Orçamentária Anual

Na Comissão Mista de Orçamento, inicia-se a análise do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. O relator será o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), e o colegiado é presidido pelo senador Efraim Filho (União-PB). O calendário inclui audiências públicas, apresentação de emendas e elaboração de relatórios setoriais antes da votação do texto final. Pela Constituição, a proposta precisa ser aprovada pelo Congresso e enviada à sanção presidencial até 22 de dezembro.
 

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LOC.: o Congresso inicia a semana com a pauta da anistia em destaque. O julgamento de Jair Bolsonaro e de acusados de tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal deu novo fôlego ao tema. O presidente da Câmara, Hugo Motta, reconheceu a pressão para votar o projeto. Deputados governistas defendem que o perdão atinja todos os envolvidos, inclusive o ex-presidente, enquanto a oposição quer esperar o fim do julgamento no STF. No Senado, Davi Alcolumbre articula uma alternativa mais restrita, beneficiando apenas quem participou dos atos de 8 de janeiro.
Outro assunto central é a reforma administrativa. O grupo de estudos da Câmara já realizou 17 audiências públicas e recebeu mais de 200 contribuições. O presidente da Casa reforçou que a proposta é prioridade neste semestre, com foco em um Estado mais eficiente e justo.
Na área da segurança, avança a PEC da Segurança Pública, que cria o Sistema Único de Segurança e constitucionaliza fundos para o setor. O texto precisa de três quintos dos votos para ser aprovado. No Senado, começa a análise de um projeto que endurece penas para furto e roubo de combustíveis, com punições de até 10 anos de prisão.
Também ganha espaço a CPMI do INSS, que ouve nesta semana o “Careca do INSS”, apontado como um dos líderes de fraudes que causaram prejuízo bilionário à Previdência. Ex-ministros e ex-presidentes do órgão também foram convocados.
Por fim, a Comissão Mista de Orçamento inicia a análise do PLOA 2026, projeto que define receitas e despesas da União para o próximo ano. A votação final deve ocorrer até dezembro.

Reportagem, Livia BRaz 

LOC.: O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros acusados de tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal intensificou as discussões sobre as propostas de anistia no Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Hugo Motta, admitiu, na semana passada, que a pressão para votar o texto cresceu. Enquanto o deputado Sóstenes Cavalcante afirma que o projeto prevê perdão a todos os envolvidos, incluindo Bolsonaro, a oposição defende que a análise ocorra apenas após a conclusão do julgamento no STF.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre articula uma alternativa mais restrita, que reduziria penas apenas de participantes dos atos de 8 de janeiro, sem beneficiar financiadores e organizadores.

Na Câmara, seguem os trabalhos do grupo de trabalho sobre a Reforma Administrativa. O colegiado já fez 17 audiências públicas e recebeu mais de 200 contribuições de entidades. O presidente da Câmara, Hugo Motta, reforçou que o tema é prioridade neste semestre

Já a PEC da Segurança Pública avança na Câmara. A proposta, que já foi aprovada na CCJ, terá até 40 sessões para ser votada no colegiado. Para passar pelo Plenário, precisa do apoio de três quintos dos deputados, em dois turnos, antes de seguir para o Senado. O texto busca estruturar o Sistema Único de Segurança Pública e constitucionalizar fundos voltados ao setor.

E depois de passar pela Câmara na semana passada, chega ao Senado, o projeto que cria o crime qualificado de furto ou roubo de petróleo, gás natural e outros combustíveis. As penas variam de 4 a 10 anos de prisão, com agravantes em casos de participação de grupos, uso de explosivos, danos ambientais ou risco de desabastecimento.

A CPMI que investiga fraudes no INSS terá como destaque a oitiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é apontado como um dos principais articuladores do esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. Além disso, a comissão aprovou a convocação de ex-ministros da Previdência e de dez ex-presidentes do INSS para prestar esclarecimentos.

Por fim, na Comissão Mista de Orçamento, inicia-se a análise do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026. O calendário inclui audiências públicas, apresentação de emendas e elaboração de relatórios setoriais antes da votação do texto final. Pela Constituição, a proposta precisa ser aprovada pelo Congresso e enviada à sanção presidencial até 22 de dezembro.

Reportagem, Lívia Braz