LOC.: 25,4 milhões.de pessoas estão trabalhando por conta própria no Brasil, até o momento. O número ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 2,0% no ano — menos 509 mil pessoas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE. Na opinião do professor Riezo Almeida, coordenador do curso de Ciências Econômicas do IESB, em Brasília, as pessoas estão, atualmente, em busca de maior flexibilidade, principalmente no pós-pandemia. Segundo o especialista, além de trabalhar, as pessoas procuram ter equilíbrio na vida, com vida social, cultura e lazer.
TEC./SONORA: professor Riezo Almeida, coordenador do curso de Ciências Econômicas do IESB, Brasília
“Uma das coisas que mudou hoje é a forma de você trabalhar. Então muita gente prefere estar trabalhando autônomo para conseguir ter uma renda nos dias e nos horários que preferem do que estar no emprego formal. Eles querem mais independência e autonomia”, observa.
LOC.: O economista Aurélio Trancoso acrescenta mais um argumento que reforça a opção de muitos pelo trabalho por conta própria: essa informalidade começou ainda na pandemia, quando as pessoas foram para dentro de casa e começaram a fazer coisas que sabiam fazer.
TEC./SONORA: economista Aurélio Trancoso
“Infelizmente, nós ficamos mais pobres no pós-pandemia. A situação é bem delicada. Você tem muita gente procurando emprego, o índice de desemprego ainda é muito alto no Brasil, você está aí com 7.8, se não me engano, de desempregados e as pessoas têm que se virar. E elas começaram a trabalhar lá na pandemia. Tiveram algum sucesso e passaram a exercer isso”
LOC.: Júlia Carneiro, 31, é professora e moradora de Patos de Minas (MG). No início da pandemia, ela ficou desempregada. A professora conta que, por morar com os pais, teve a sorte de não ter passado por dificuldades financeiras em casa, mas que, por outro lado, a situação não foi favorável à sua saúde mental. Foi assim que Júlia decidiu abrir o próprio negócio de cosméticos.
TEC./SONORA: Júlia Carneiro
“É algo que eu amo, comprar e usar. Então seria mais fácil começar por algo que gosto e conheço bem. Hoje tenho o meu espaço em casa e trabalho com produtos a pronta entrega, cestas, presentes”, conta.
LOC.: Segundo o IBGE, existem hoje 8,6 milhões de pessoas desempregadas. A taxa de desemprego corresponde a 8,0%, só no segundo semestre de 2023. A taxa de informalidade foi de 39,1 % da população ocupada — ou 38,9 milhões de trabalhadores informais — contra 38,9% no trimestre anterior e 39,7% no mesmo trimestre de 2022.
Reportagem, Lívia Azevedo