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LOC.: O Brasil tem capacidade de gerar R$ 100 bilhões em receitas com créditos de carbono apenas nos setores do agronegócio, florestas e energia. É o que revelam os dados da WayCarbon e da International Chamber of Commerce Brasil.
Segundo a diretora para Políticas Públicas e Relações Governamentais da TNC Brasil, Karen Oliveira, o mercado regulado de carbono é um dos mecanismos que estimula a manutenção das florestas. Por isso, ela considera que medidas que contribuam para a valorização do meio ambiente devem ser aprovadas e postas em prática.
TEC./SONORA: Karen Oliveira, diretora para Políticas Públicas e Relações Governamentais da TNC Brasil
“Ações que, economicamente, fazem com que a floresta em pé tenha seu valor reconhecido, como é o caso do mercado regulado de carbono, tendem a ser um incentivo para a redução do desmatamento e, consequentemente, para redução das queimadas.”
LOC.: Diante desse cenário, o Congresso Nacional tenta aprovar medidas que tratam do mercado regulado de carbono. Na Câmara dos Deputados, parlamentares discutem um projeto de lei que estabelece redução de tributos para produtos adequados à economia verde de baixo carbono.
Junto com esse projeto está a proposta de autoria do deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM), que institui o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões. A ideia é regular a compra e venda de créditos de carbono no Brasil, o que pode ampliar a competitividade do país com outras nações.
TEC./SONORA: Marcelo Ramos, deputado federal (PSD-AM)
“Passou da hora de o Brasil ter uma política de regulamentação de crédito de carbono. Primeiro, por uma questão ambiental. Nós não vamos entregar um planeta habitável para as próximas gerações se não reduzirmos, urgentemente, nossas emissões. Mas, também, por uma questão econômica. O Brasil está fora de um mercado de 100 bilhões de dólares por não ter regulamentado seu mercado de carbono.”
LOC.: Os mercados de carbono passaram a ganhar mais ênfase em todo o mundo desde a assinatura, por países da ONU, do Protocolo de Kyoto, em 1997. Já em 2015, com a assinatura do Acordo de Paris, as metas foram renovadas e passaram a contar com incentivos à iniciativa privada. A regulamentação desses pontos ocorreu na COP26, em Glasgow, na Escócia.
Reportagem, Marquezan Araújo