
Voltar
LOC.: Pela quarta vez na vida, o programador Steve Lebowski trocou o frio inverno polonês pelo aconchegante verão braisleiro. Ele já esteve em São Paulo, no Maranhão e, pela segunda vez, escolheu o Rio de Janeiro como destino para as férias.
TEC./SONORA: Steve Lebowski, programador
“Every three or years or so I come to Rio de Janeiro. This beautiful city, beautiful people, beautiful history, beautiful food, just everything. It's iconic. Rio de Janeiro is iconic.”
LOC.: Com a visita, Steve ajudou o Brasil a bater um recorde: desde janeiro, foram 9 milhões de turistas que desembarcaram no território nacional, segundo a Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo.
São 2 milhões e 300 mil viajantes a mais do que o recorde anterior, registrado no ano passado. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, exaltou o resultado, antecipando a meta prevista no Plano Nacional de Turismo para 2027.
TEC./SONORA: Marcelo Freixo, presidente da Embratur
“A gente consegue crescer 40% no ano de 2025 em relação ao ano passado. Quando a gente fala de turismo, não é sobre quem viaja, é sobre quem recebe. Turismo é geração de emprego, de renda, com sustentabilidade.”
LOC.: Para Freixo, contribuiu bastante para o desempenho a aplicação de inteligência de dados. A estratégia permitiu o investimento e promoção do país de forma assertiva para os diferentes públicos nas diferentes épocas. Com isso, os viajantes movimentaram US$7,2 bilhões na economia local até novembro, de acordo com o Banco Central. A estimativa da Embratur é que o montante ultrapasse US$8 bilhões ainda em 2025.
Os hermanos argentinos foram a nacionalidade que mais visitou o Brasil no ano, com mais de 3 milhões e 100 mil de visitantes. Já São Paulo foi o estado que mais recebeu turistas internacionais em 2025, com quase 2,5 milhões de pessoas.
Para 2026, as perspectivas para o turismo são ainda melhores. Só de feriados nacionais serão 10 no ano que vem, o que deve impulsionar o segmento, principalmente para viajantes domésticos.
Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), prevê um efeito dominó positivo em outros segmentos econômicos.
TEC./SONORA: Fabio Bentes, economista-chefe da CNC
“Isso tende a favorecer um pouco o volume de receita do setor. Ajuda a movimentar o setor de transporte, hospedagem, alimentação e, com isso, o turismo como um todo, e até o comércio, acaba se beneficiando da nossa maior tendência de circulação de consumidores pelo Brasil.”
LOC.: Os números de viajantes e o valor injetado na economia nacional também se traduzem em oportunidades para a população. Em 2025, o turismo já registra mais de 1,5 milhão de admissões formais, com saldo positivo de cerca de 90 mil novos postos de trabalho.
Reportagem, Álvaro Couto.