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LOC: A venda dos produtos industrializados do país no mercado internacional pode ser comprometida em até 22% por causa de barreiras comerciais recém-criadas que, segundo especialistas, podem gerar até US$ 46 bi em prejuízos para os exportadores nacionais. A previsão é do estudo Novas Barreiras e Tendências no Comércio Internacional, publicado recentemente pela CNI.
No Congresso Nacional, parlamentares das comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados e do Senado, acreditam que o país precisa ter mais força de negociação nos mercados internacionais e ações conjuntas entre setor produtivo, governos e parlamento, devem ser realizadas em defesa das exportações nacionais.
O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) acredita que a produção do País precisa acompanhar o nível de qualidade exigida no exterior para, assim, ter mais autonomia nas negociações internacionais.
TEC/SONORA: Deputado federal, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP)
“Nós estamos sempre em posição de subserviência, de querer servir aos poderes externos. Nunca olhamos para dentro e dizemos: “nós podemos também, temos força e vamos construir essas forças”. Nós estamos sempre entregando e se entregando às normas e padrões que são estabelecidos de fora”.
LOC: As novas barreiras têm fachadas nobres, motivos justos e necessários, como a promoção da produção sustentável, mas em verdade têm objetivos de frear a concorrência no comércio internacional.
Nesse cenário, os produtos brasileiros passam a ter dificuldades de entrada em países como Estados Unidos e da União Europeia, como explica Constanza Negri, Gerente de Diplomacia Empresarial e Competitividade do Comércio da CNI.
TEC/SONORA: Constanza Negri, Gerente de Diplomacia Empresarial e Competitividade do Comércio da CNI.
“Essas novas formas de barreiras criam desafios adicionais para as exportações brasileiras. Porque elas têm de um lado objetivo que é legítimo e é procurado pela própria indústria brasileira, de sustentabilidade, de respeito ao meio ambiente, mas, ao mesmo tempo, são barreiras disfarçadas. Então, por atrás de um objetivo legítimo acabam criando gargalos e discriminação para as exportações brasileiras”.
LOC: Entre os 10 maiores estados exportadores do país, nove tiveram queda nos negócios internacionais. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul foram os entes que mais perderam exportações, em 2020.
Reportagem, Cristiano Ghorgomillos
NOTA
LOC: A venda dos produtos industrializados do país no mercado internacional pode ser comprometida em até 22% por causa de barreiras comerciais recém-criadas que, segundo especialistas, podem gerar até US$ 46 bi em prejuízos para os exportadores nacionais. A previsão é do estudo Novas Barreiras e Tendências no Comércio Internacional, publicado recentemente pela CNI.
No Congresso Nacional, parlamentares das comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados e do Senado, acreditam que o país precisa ter mais força de negociação nos mercados internacionais e ações conjuntas entre setor produtivo, governos e parlamento, devem ser realizadas em defesa das exportações nacionais.
O deputado federal, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), por exemplo, acredita que a produção do país precisa acompanhar o nível de qualidade exigida no exterior, para assim, ter mais autonomia nas negociações internacionais.
A expectativa dos exportadores é que os membros das comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, do Congresso, comecem a debater ações que possam inverter a imagem do país no exterior e ajudem a venda dos nossos produtos no mercado internacional.
Reportagem, Cristiano Ghorgomillos