Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Marcelo Camargo/ Agência Brasil

8 em cada 10 escolas não retornaram as aulas presenciais em 2020

A pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que pelo menos 3.275 municípios brasileiros ainda não veem condições sanitárias para retomar as aulas presenciais na rede básica de ensino


Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou que 82,1% (3.275) das prefeituras consultadas não acreditam ser possível retomar a educação presencial ainda neste ano. A pesquisa escutou gestores locais de 3.988 municípios, o que representa 71,6% do total.

Ainda segundo as informações levantadas, 3.887 (97,5%) do total de municípios pesquisados têm garantido o ensino por meio de atividades pedagógicas não presenciais. Quanto a previsão de retorno, 3.742 municípios informaram não ter data definida para o retorno presencial.

De acordo com os dados, apenas 677 localidades afirmaram ter condições de reabrir as instituições ainda este ano, desde que haja indicação nesse sentido por parte de autoridades sanitárias e de saúde diante do menor contágio, ou ainda oferta de vacina que permita o retorno com segurança. 

Os custos para a retomada são outro ponto destacado. Apenas os equipamentos de proteção individual custariam cerca de R$ 3,2 bilhões. Do valor total R$ 1,8 bilhões seriam referentes apenas a rede municipal de ensino.

A pandemia já vitimou mais de 150 mil brasileiros e o país registra mais de 5,1 milhões de casos. 

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LOC.: ​​​​​​Apesar do retorno gradual de quase todas as atividades presenciais após o pico de infecções pelo novo coronavírus em todo o país, mais da metade dos municípios não deverão retomar as aulas ainda neste ano. 

Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) – aponta que pelo menos 3.275 municípios brasileiros ainda não veem condições sanitárias para retomar as aulas presenciais na rede básica de ensino neste ano. O número equivale a 82% das prefeituras consultadas pela CNM.

Além disso, as instituições, pais e alunos ainda temem que o convívio diário, mesmo respeitando as condições de distanciamento podem gerar novas ocasiões de contaminação.