Marcelo Casall Jr.
Marcelo Casall Jr.

“30% dos estabelecimentos não vão abrir as portas”, diz diretor da Abrasel

Faturamento do setor de bares e restaurantes caiu quase a metade o que fez com que parte dos empresários fechassem os estabelecimentos definitivamente


Após sete meses de quarentena em razão da pandemia do novo coronavírus, os setores econômicos de todo mundo precisaram se reinventar. Mesmo com todas as soluções encontradas para os estabelecimentos alimentícios, a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) calcula que dois milhões de trabalhadores formais, em todo Brasil, foram demitidos para equilibrar as contas negativas.

Mesmo após a reabertura gradual dos serviços, de acordo com o diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), José Eduardo Camargo, o faturamento do setor caiu quase a metade, o que fez com que parte dos empresários fechassem os estabelecimentos definitivamente.

“O que as nossas pesquisas tem apontado é de que houve uma recuperação em setembro, de faturamento, principalmente por conta da permissão de abertura em algumas cidades e da extensão do horário. No entanto o faturamento está bem abaixo do mesmo período do ano passado. Isso para aqueles que reabriram, porque a gente estima que 30% dos estabelecimentos não vão abrir as portas”, avalia. 

As pesquisas ainda mostram que no momento, os empresários estão temerosos em contratar pessoal. Situação que a Associação espera mudar com a chegada de fim de ano. Segundo Fernando Blower, diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a recuperação total do setor está longe. De acordo com ele, os níveis de 2019 só voltarão aser uma realidade em 2022.

“A recuperação dos estabelecimentos alimentícios dependente, sobretudo, de se ter uma vacina ou não. Caso não tenha ou demore, essa retomada será lenta. Nossas previsões, acompanhando o cenário econômico no Brasil como um todo é de que só em 2022 retomemos os níveis pré-pandemia”, alertou. 

Ainda de acordo com os levantamentos das associações, odesempenho dos restaurantes varia de acordo com o tipo de serviço, a localização e o público-alvo. Restaurantes voltados para classes A e B enfrentam mais dificuldades, apresentando quedas de 65% a 70% em vendas em comparação com o período pré-pandemia. Já restaurantes voltados para classes C e D se recuperam mais rapidamente, com queda de 20%.

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LOC.: A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) calcula que dois milhões de trabalhadores formais da rede de restaurantes e bares foram demitidos como para equilibrar as contas negativas, em todo Brasil.

De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) , José Eduardo Camargo, o faturamento do setor caiu quase a metade, o que fez com que parte dos empresários fechassem os estabelecimentos definitivamente.
 

TEC./SONORA: “O que as nossas pesquisas tem apontado é de que houve uma recuperação em setembro, de faturamento, principalmente por conta da permissão de abertura em algumas cidades e da extensão de horário também. No entanto o faturamento está bem abaixo do mesmo período do ano passado. Isso para aqueles que reabriram, porque a gente estima que 30% dos estabelecimentos não vão abrir as portas”,

LOC.: As pesquisas ainda apontam que no momento, os empresários estão temerosos em contratar pessoal. Situação que a Associação espera mudar com a chegada de fim de ano. 

Segundo Fernando Blower, diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a recuperação total do setor está ainda mais longe. De acordo com ele, os níveis de 2019 só voltarão a ser uma realidade para o setor em 2022.
 

TEC./SONORA: Fernando Blower, diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR)

“A recuperação está muito dependente sobretudo de se ter ou não uma vacina. Caso não se tenha, ou se demore muito a ter uma vacina de maneira espraiada, de tal forma que  grande parte da população seja imunizada, certamente essa recuperação será muito lenta. Nossas previsões, acompanhando o cenário econômico no Brasil como um todo é de que só em 2022 a gente retome os níveis pré-pandemia. Ou seja, por mais de um ano de uma recuperação gradual, lenta, onde os negócios, certamente serão muito afetados por bastante tempo”, alertou. 
 


LOC.: Ainda de acordo com os levantamentos das associações, os desempenho dos restaurantes variam de acordo com o tipo de serviço, a localização e o público-alvo. Restaurantes voltados para classes A e B enfrentam mais dificuldades, apresentando quedas de 65% a 70% em vendas em comparação com o período pré-pandemia. Já restaurantes voltados para classes C e D se recuperam mais rapidamente, com queda de 20%.

Reportagem, Agatha Gonzaga