Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Vendas de Páscoa devem chegar a R$ 3,57 bilhões e bater recorde em 2026

Mesmo com alta nos preços — especialmente do chocolate — produtos nacionais ganham espaço; levantamento aponta que 1 em cada 3 pequenas e médias empresas aposta na data para impulsionar vendas

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As vendas no varejo para a Páscoa devem movimentar R$ 3,57 bilhões em 2026, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Caso o número se confirme, o volume representa crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação, além de ser o maior da série histórica iniciada em 2005.

Mesmo com o avanço nas vendas, o cenário deste ano é marcado por preços mais elevados, especialmente de itens tradicionais como o chocolate. A valorização do cacau no mercado internacional fez com que produtos importados ficassem até 37% mais caros, reduzindo as importações e abrindo espaço para itens nacionais.

A cesta de produtos típicos da data deve registrar aumento médio de 6,2%, acima da inflação pelo terceiro ano consecutivo. O chocolate lidera a alta, com aumento estimado em 14,9%, seguido pelo bacalhau, com 7,7%, e pela alimentação fora do domicílio, com 6,9%.

Apesar da pressão nos preços, fatores como o mercado de trabalho aquecido e a melhora nas condições de consumo devem sustentar o crescimento. A Páscoa já é considerada a sexta data comemorativa mais importante para o comércio brasileiro.

Além do impacto no varejo, a data também ganha relevância entre os pequenos negócios. Levantamento da Serasa Experian aponta que 32% das pequenas e médias empresas utilizam a Páscoa como estratégia para impulsionar as vendas, sendo metade com ações estruturadas e metade com iniciativas pontuais.

O estudo mostra ainda que empresas com maior risco de crédito tendem a recorrer mais às datas sazonais para reforçar o caixa. Regionalmente, o Nordeste lidera a adesão, com 45% das empresas utilizando a data, seguido pelo Norte, com 38%.

A projeção para este ano mantém a tendência de recuperação iniciada após a pandemia de Covid-19, quando o setor registrou forte retração em 2020.

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LOC.: As vendas para a Páscoa devem movimentar três bilhões e cinquenta e sete milhões de reais em dois mil e vinte e seis, segundo a Confederação Nacional do Comércio.

O valor pode ser o maior já registrado para a data, com crescimento de dois vírgula cinco por cento em relação ao ano passado, já descontada a inflação.

Apesar do avanço, o consumidor vai encontrar preços mais altos, principalmente no chocolate, que deve subir quase quinze por cento. O aumento é influenciado pela valorização do cacau no mercado internacional, que também encareceu os produtos importados em até trinta e sete por cento.

Com isso, itens nacionais ganham mais espaço nas prateleiras.

A pesquisa mostra ainda que a Páscoa tem sido cada vez mais usada como estratégia de vendas. Um levantamento da Serasa Experian indica que um em cada três pequenos e médios negócios aposta na data para impulsionar o faturamento.

Mesmo assim, a maioria das empresas ainda não aproveita o período, o que indica potencial de crescimento.

A expectativa positiva acompanha a recuperação do comércio nos últimos anos, impulsionada pela melhora no emprego e no consumo.

Reportagem, Jullya Borges.