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O Ministério da Saúde instalou nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, uma nova base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde. A unidade fica na zona sul da cidade e tem capacidade de atuar em toda a Região Sudeste em emergências sanitárias e desastres climáticos, como ondas de calor e enchentes.
A base conta com equipamentos de comunicação via satélite, drones, veículos e um posto médico avançado, e pode ser reforçada com voluntários e equipes de estados e municípios em caso de emergência. É a terceira unidade do tipo no país. Outras duas já funcionam em Porto Alegre e Salvador e o Ministério da Saúde planeja abrir mais seis pontos até o fim do ano.
A instalação da base ocorre em meio a um alerta climático. Segundo o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, o Brasil tem 90% de chance de enfrentar um episódio de El Niño muito forte entre setembro e novembro. A previsão é de temperaturas acima da média em quase todo o país, chuvas intensas no Sul e um trimestre mais seco no Norte e no Nordeste, o que aumenta o risco de queimadas.
De acordo com a Fiocruz, fenômenos como enchentes, secas e queimadas costumam desorganizar serviços de saúde, deslocar populações e agravar o sofrimento mental de quem é atingido. Por isso, a recomendação é que o poder público antecipe ações de prevenção e monitoramento nos próximos meses.
A instalação da base no Rio também segue recomendações de uma pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a vulnerabilidade das grandes cidades às ondas de calor. No Brasil, 11 das 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes foram consideradas vulneráveis ao problema.
Reportagem, Sophia Muniz.