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LOC.: O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados responsável por discutir a reforma administrativa divulgou na semana passada suas propostas, que trazem mudanças importantes para a gestão de estados e municípios. A pauta é prioridade do presidente da Casa, Hugo Motta, e pode ser votada ainda este mês.
Entre os principais pontos está a criação de limites anuais para o crescimento das despesas primárias, que abrangem todos os Poderes, incluindo Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e tribunais de contas. O teto considerará gastos com salários, aposentadorias e pensões, e só poderá ser reajustado conforme critérios específicos de arrecadação. Hoje, estados e municípios não possuem um limite unificado para despesas, regra que atualmente vale apenas para a União.
A reforma também prevê planejamento estratégico obrigatório para todos os entes federativos, com metas e resultados definidos, a serem apresentados em até 180 dias após o início de cada mandato.
O texto propõe quatro eixos principais: estratégia, governança e gestão; transformação digital; profissionalização do serviço público; e extinção de privilégios. Entre outros temas, aborda concursos, remuneração, teletrabalho, combate a assédio e inclusão de mulheres, além de regras para conselhos nacionais, tribunais de contas, cartórios, fundos de servidores e estatais.
Segundo o deputado Pedro Paulo, coordenador do grupo de trabalho, trata-se de uma reforma de Estado, pensada para o presente e para as futuras gerações, independentemente de quem esteja à frente do governo.
Com informações da Agência Câmara de Notícias
Reportagem, Livia Braz