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LOC.: O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, informou que o processo para demolir e reconstruir duas pontes sobre o Rio Itacaiunas, na BR-230, em Marabá, no Pará, está em fase interna de preparação para o procedimento licitatório. As estruturas apresentam risco, e o investimento previsto é de cerca de DUZENTOS E VINTE E NOVE MILHÕES DE REAIS.
De acordo com o órgão, ainda não há data para o início das obras, mas os estudos técnicos já concluíram que será necessária a reconstrução total das pontes.
Atualmente, a ponte mais recente, com cerca de 16 anos, opera com tráfego lento e limite de até quatro toneladas. Já a mais antiga, com mais de quarenta anos, segue liberada, mas também apresenta desgaste e risco estrutural.
A situação preocupa moradores e autoridades. O jornalista Patrick Roberto, morador de Marabá, comenta o impacto da obra e cobra responsabilidades.
TEC./SONORA: Patrick Roberto, jornalista
“Toda essa operação tem um custo, que vai além da construção de uma ponte, mas sim da derrubada dela e a retirada dos escombros de dentro da água. É uma operação que também dá muito trabalho e que custa muito caro. Alguém tem que ser responsabilizado pelo que aconteceu. É um absurdo uma ponte de apenas 15 anos estar passando por essa situação.”
LOC.: A ponte mais recente também é alvo de questionamentos sobre a qualidade da obra. O caso deve ser investigado por órgãos de controle. O vereador de Marabá, Marcelo Alves, defende apuração rigorosa do caso.
TEC./SONORA: Marcelo Alves, vereador
“Foi comunicado que o Ministério Público Federal e outras autoridades competentes vão começar a fazer essa tramitação de investigação, de possível penalização. Precisamos realmente acompanhar isso para deixar as coisas em ordem, para não acontecer uma tragédia na nossa cidade.”
LOC.: Os primeiros problemas na ponte mais nova foram registrados em 2017. Desde então, a estrutura passou por monitoramento, até a restrição de veículos pesados em novembro de 2025. As duas pontes seguem sob acompanhamento técnico enquanto o DNIT avança no processo para as obras.
Reportagem, Marquezan Araújo