Imagem: Brasil 61
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FPM: 3ª parcela de março chega a R$ 5,6 bi; valor representa queda em relação ao mesmo período de 2025

Especialista avalia que recuo pode estar relacionado às novas regras do Imposto de Renda, que preveem maior isenção do tributo

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Os municípios brasileiros recebem, nesta segunda-feira (30), a terceira parcela de março do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ao todo, as prefeituras vão partilhar R$ 5,6 bilhões.

O valor é cerca de 1% menor do que o transferido no mesmo decêndio de 2025, quando o montante somou R$ 5,7 bilhões.

Na avaliação do especialista em orçamento público, Cesar Lima, apesar de pequena, a queda acende um novo sinal de alerta, sobretudo diante da possibilidade de os municípios perderem receita devido às regras sobre a nova faixa de isenção do Imposto de Renda.

“Pode ser um efeito da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e da diminuição das alíquotas para quem ganha até R$ 7.350, um impacto já direto no FPM e nas contas municipais. Vamos continuar acompanhando e verificar se esse resultado se confirma nos próximos meses”, destaca.

Atualmente, o FPM é formado por 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

FPM: destaques por região

Na Região Norte, o Pará é o estado com maior volume de recursos, somando aproximadamente R$ 161 milhões. Esse montante será dividido entre municípios como Barcarena, Ananindeua e Santarém.

No Nordeste, a Bahia aparece na liderança, com mais de R$ 455 milhões destinados ao estado. Entre as cidades beneficiadas, estão Teixeira de Freitas e Alagoinhas.

Na Região Sul, o maior destaque é o Rio Grande do Sul, onde os repasses ultrapassam R$ 358 milhões. Cidades como Caxias do Sul, Alvorada e Viamão estão entre as que recebem os maiores valores.

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No Centro-Oeste, Goiás concentra a maior parcela de recursos, com mais de R$ 183 milhões direcionados a municípios como Rio Verde e Anápolis.

Já no Sudeste, São Paulo reúne o maior total de recursos entre todas as regiões, alcançando cerca de R$ 700 milhões. Os valores serão destinados a cidades como Limeira e Campinas.

 

 

FPM: municípios bloqueados

Até o dia 27 de março de 2026, 16 municípios estavam com o repasse do FPM bloqueado. São eles:

  1. Manoel Vitorino (BA)
  2. Águia Branca (ES)
  3. Divino de São Lourenço (ES)
  4. Guimarães (MA)
  5. Alfenas (MG)
  6. Carlos Chagas (MG)
  7. Angra dos Reis (RJ)
  8. Conceição de Macabu (RJ)
  9. Cordeiro (RJ)
  10. Itaperuna (RJ)
  11. Rio das Flores (RJ)
  12. Silva Jardim (RJ)
  13. Salvador das Missões (RS)
  14. São Francisco de Paula (RS)
  15. Brusque (SC)
  16. Santo Amaro da Imperatriz (SC)

Para desbloquear o repasse, o gestor municipal deve identificar o órgão responsável pelo bloqueio, verificar o motivo da restrição e regularizar a pendência.

O FPM

O Fundo de Participação dos Municípios é um repasse previsto na Constituição Federal. O valor destinado a cada município varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

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LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta segunda-feira, dia 30, a terceira parcela de março do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, serão distribuídos CINCO BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS para as prefeituras de todo o país.

O valor é cerca de UM POR CENTO menor do que o repassado no mesmo período do ano passado, o que acende um sinal de alerta para as finanças municipais.

Segundo o especialista em orçamento público, Cesar Lima, a queda, embora pequena, pode estar ligada às mudanças no Imposto de Renda.

TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público 

“Pode ser um efeito da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e da diminuição das alíquotas para quem ganha até R$ 7.350, um impacto já direto no FPM e nas contas municipais. Vamos continuar acompanhando e verificar se esse resultado se confirma nos próximos meses.”
 


LOC.: Atualmente, o FPM é composto por VINTE E DOIS E MEIO POR CENTO da arrecadação da União com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI. Ou seja, qualquer mudança nesses tributos pode impactar diretamente os cofres das prefeituras.

Entre os destaques por região, São Paulo lidera no Sudeste, com cerca de SETECENTOS MILHÕES DE REAIS em repasses. No Nordeste, a Bahia aparece na frente, com mais de QUATROCENTOS E CINQUENTA MILHÕES. Já no Sul, o Rio Grande do Sul recebe quase TREZENTOS E SESSENTA MILHÕES DE REAIS. Goiás lidera no Centro-Oeste, e o Pará concentra o maior volume na Região Norte.

Outro ponto de atenção são os municípios com recursos bloqueados. Até o dia 27 de março, DEZESSEIS cidades estavam impedidas de receber o FPM por pendências administrativas. Entre elas, estão Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, Brusque, em Santa Catarina, e Alfenas, em Minas Gerais.

Para regularizar a situação, os gestores precisam identificar o motivo do bloqueio e resolver as pendências junto aos órgãos responsáveis.

O Fundo de Participação dos Municípios é uma das principais fontes de receita das prefeituras e os valores distribuídos variam de acordo com o número de habitantes, com base em dados do IBGE.

Reportagem, Marquezan Araújo