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LOC.: Os municípios brasileiros recebem, nesta segunda-feira, dia 30, a terceira parcela de março do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Ao todo, serão distribuídos CINCO BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS para as prefeituras de todo o país.
O valor é cerca de UM POR CENTO menor do que o repassado no mesmo período do ano passado, o que acende um sinal de alerta para as finanças municipais.
Segundo o especialista em orçamento público, Cesar Lima, a queda, embora pequena, pode estar ligada às mudanças no Imposto de Renda.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento público
“Pode ser um efeito da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e da diminuição das alíquotas para quem ganha até R$ 7.350, um impacto já direto no FPM e nas contas municipais. Vamos continuar acompanhando e verificar se esse resultado se confirma nos próximos meses.”
LOC.: Atualmente, o FPM é composto por VINTE E DOIS E MEIO POR CENTO da arrecadação da União com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI. Ou seja, qualquer mudança nesses tributos pode impactar diretamente os cofres das prefeituras.
Entre os destaques por região, São Paulo lidera no Sudeste, com cerca de SETECENTOS MILHÕES DE REAIS em repasses. No Nordeste, a Bahia aparece na frente, com mais de QUATROCENTOS E CINQUENTA MILHÕES. Já no Sul, o Rio Grande do Sul recebe quase TREZENTOS E SESSENTA MILHÕES DE REAIS. Goiás lidera no Centro-Oeste, e o Pará concentra o maior volume na Região Norte.
Outro ponto de atenção são os municípios com recursos bloqueados. Até o dia 27 de março, DEZESSEIS cidades estavam impedidas de receber o FPM por pendências administrativas. Entre elas, estão Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, Brusque, em Santa Catarina, e Alfenas, em Minas Gerais.
Para regularizar a situação, os gestores precisam identificar o motivo do bloqueio e resolver as pendências junto aos órgãos responsáveis.
O Fundo de Participação dos Municípios é uma das principais fontes de receita das prefeituras e os valores distribuídos variam de acordo com o número de habitantes, com base em dados do IBGE.
Reportagem, Marquezan Araújo