Foto: Arquivo/Agência Brasil
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Previsão de chuvas fortes pelo país ao longo da semana levantam sinal de alerta

De acordo com o Inmet, nos pontos mais críticos há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios


O Brasil terá uma semana com temperaturas mais elevadas e alta umidade do ar, o que favorece maiores instabilidades no tempo, com chuvas em boa parte do país. Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Olivio Bahia, as condições serão intensificadas por alguma área de baixa pressão. Segundo ele, a população dos locais mais afetados deve manter a atenção e tomar cuidados para evitar acidentes. 

“Sempre destacamos que a população dessas regiões atingidas deve ficar sempre atenta, porque o solo está encharcado e o nível dos rios ainda estão elevados. Então, qualquer chuva, mesmo que em pouco volume, pode provocar algum transtorno, algum deslizamento de terra. Então, as pessoas devem se manter atentas nesse período de chuva”, orienta. 

Norte

Na região Norte, o tempo ficará mais fechado ao longo da semana, com pancadas de chuvas que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento. Em algumas áreas dos estados do Amazonas, Roraima e Pará, os volumes devem ser mais expressivos, acima de 80 mm em 24 horas. 

No Acre, a Defesa Civil destaca a preocupação diante do impacto das fortes chuvas registradas em Rio Branco, desde a última sexta-feira (2). O acúmulo de chuvas chegava a 136 mm. Na capital, o Corpo de Bombeiros Militar atendeu pelo menos oito ocorrências de pontos de alagamentos.

Nordeste 

Nos últimos dias, o Nordeste brasileiro registrou maiores volumes de chuva na Bahia e a tendência é que essa condição seja mantida ao longo da semana, principalmente no litoral sul do estado. 

A Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) informou, no início do mês, que pelo menos 342 pessoas estavam desabrigadas e 3.684 desalojadas. O número total de atingidos chegava a 52.224 pessoas. Cerca de 37 municípios foram afetados. Entre eles estão Baixa Grande, Itabuna, Santa Cruz Cabrália, Cícero Dantas, Ibicuí, Itambé, Nova Viçosa, Prado, Vereda, Itamaraju, Wenceslau Guimarães, Marcionílio Souza e Aiquara.

A previsão é de que também haja chuva forte em áreas do Maranhão e do Piauí. Apesar disso, a expectativa é de que os volumes comecem a diminuir no decorrer da semana. 

Sudeste 

O Sudeste do Brasil também contou com uma semana de chuvas intensas, principalmente no Espírito Santo, leste e nordeste de Minas Gerais, onde alguns pontos registraram 300 mm. A projeção é de que ainda caia chuva até o fim desta semana. 

De acordo com a Defesa Civil de Minas, pelo menos 38 municípios estão em situação de emergência. Cerca de 2.369 pessoas estão desalojadas e 553 desabrigadas. Um morador de Piraúba, na Zona da Mata mineira, morreu. O órgão informa, ainda, que entre as localidades mais afetadas estão Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce, Zona da Mata e Região Metropolitana de Belo Horizonte, inclusive a capital.

Em algumas áreas do estado mineiro, pode haver, inclusive, queda de granizo. No entanto, a chuva começa a se direcionar para São Paulo, outra área de risco que merece atenção da população e das autoridades. Em alguns períodos, as chuvas podem vir acompanhadas de raios e ventos que podem chegar a 80km/h. 

Sul

Na região Sul, os últimos dias também foram de registros de fortes chuvas, sobretudo no centro-oeste do Paraná e leste de Santa Catarina. A expectativa é de que essas condições sejam mantidas no início desta semana, até mesmo com queda de granizo em alguns pontos. 

De acordo com o relatório elaborado pelo Grupo de Ações Coordenadas da Defesa Civil (Grac-DCSC)  de Santa Catarina, divulgado na última sexta-feira (2), 32 municípios reportaram ocorrências em virtude do evento de chuvas intensas. Foram registradas três mortes. Entre os municípios que já decretaram situação de emergência estão Araquari, Campo Alegre, Canelinha, Canoinhas, Corupá, Doutor Pedrinho, Garuva, Gaspar, Guaramirim, Itajaí, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville e Luiz Alves. 

A partir de quarta-feira (7), a previsão é de que os volumes sejam reduzidos, mas a partir do próximo fim de semana as condições climáticas podem proporcionar a vinda de novos temporais. 

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, uma massa quente ajudará a manter as condições favoráveis para chuvas, principalmente entre a tarde e a noite. As previsões apontam para possíveis quedas de granizo em algumas áreas da região, principalmente no sul de Goiás e em pontos do Mato Grosso do Sul, no decorrer da semana. Em Goiás, por exemplo, entre os municípios mais afetados estão Água Fria de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Campo Belos, Divinópolis de Goiás, Faina, Formosa, Hidrolina, Guarani de Goiás, Itapirapuã e Itapaci. 

INMET alerta para o risco de chuvas volumosas pelo país

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De acordo com o Inmet, há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios nas áreas. A Defesa Civil alerta para os cuidados em relação às medidas de proteção. “Em caso de tempestade, caso o cidadão esteja ao ar livre, ele deverá sempre procurar um abrigo seguro, longe de árvores, de antenas. Evitar para quem está em casa, o uso do eletrodoméstico, do telefone e, sobretudo, em hipótese alguma, usar o aparelho celular plugado à tomada, pois corre risco de choque elétrico. Também, caso esteja conduzindo um veículo, o cidadão deverá procurar um local elevado, evitando assim a enxurrada”, explica o secretário de Estado da Defesa Civil (Sedec) do Piauí, José Augusto Nunes.  
 

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LOC.: O Brasil terá uma semana com temperaturas mais elevadas e alta umidade do ar, o que favorece maiores instabilidades no tempo, com fortes chuvas em boa parte do país. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet. 

Segundo o meteorologista do Inmet, Olivio Bahia, a população das regiões mais afetadas deve manter a atenção e tomar cuidados para evitar acidentes. 
 

TEC./SONORA: Olivio Bahia, meteorologista do Inmet

“Sempre destacamos que a população dessas regiões atingidas deve ficar sempre atenta, porque o solo está encharcado e o nível dos rios ainda estão elevados. Então, qualquer chuva, mesmo que em pouco volume, pode provocar algum transtorno, algum deslizamento de terra. Então, as pessoas devem se manter atentas nesse período de chuva.”
 


LOC.: Na região Norte, o tempo ficará mais fechado ao longo da semana, com pancadas de chuvas que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento. Em algumas áreas do Amazonas, de Roraima e do Pará, os volumes devem ser mais expressivos, acima de 80 mm em 24 horas. No Acre, a Defesa Civil destaca a preocupação diante do impacto das fortes chuvas registradas em Rio Branco, desde a última sexta-feira (2). O acúmulo de chuvas chegava a 136 mm. 

Nos últimos dias, o Nordeste brasileiro registrou maiores volumes de chuva na Bahia e a tendência é que essa condição seja mantida ao longo da semana. Cerca de 37 municípios baianos foram afetados. Entre eles estão Baixa Grande, Itabuna, Santa Cruz e Cabrália. Também deve chover forte em áreas do Maranhão e do Piauí. 

O Sudeste do Brasil também contou com uma semana de chuvas intensas, principalmente no Espírito Santo, e leste e nordeste de Minas Gerais, onde alguns pontos registraram 300 mm. Pelo menos 38 municípios mineiros estão em situação de emergência. Cerca de 2.369 pessoas estão desalojadas e 553 desabrigadas. A projeção é de que ainda caia chuva até o fim desta semana, inclusive, com queda de granizo. São Paulo também deve ficar em alerta, pois as chuvas podem vir acompanhadas de raios e ventos que podem chegar a 80km/h. 

Na região Sul, os últimos dias também foram de registros de fortes chuvas, sobretudo no centro-oeste do Paraná e leste de Santa Catarina. A expectativa é de que essas condições sejam mantidas no início desta semana, até mesmo com queda de granizo em alguns pontos. 32 municípios catarinenses reportaram ocorrências em virtude do evento de chuvas intensas. Foram registradas três mortes. A partir de quarta-feira (7), a previsão é de que os volumes sejam reduzidos. 

No Centro-Oeste, as previsões apontam para possíveis quedas de granizo, principalmente no sul de Goiás e em pontos do Mato Grosso do Sul. Em Goiás, por exemplo, entre os municípios mais afetados estão Água Fria de Goiás, Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante. 
Ainda de acordo com o Inmet, nos pontos mais críticos há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.  

Reportagem, Marquezan Araújo