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LOC.: O Dia D do programa Desenrola Brasil negociou mais de 430 milhões de reais em dívidas em todo o país. O mutirão aconteceu no dia 21 de novembro e o prazo para participar desta última fase vai até 31 de dezembro.
A renegociação pode ser feita por quem tem dívidas negativadas de 2019 a 2022, ganha até dois salários mínimos ou que esteja inscrito no CadÚnico.
As negociações são feitas pela internet, na conta gov.br, com juros de até 1,99% ao mês para débitos na faixa de R$ 5 mil a R$ 20 mil, de dívidas com cartão de crédito, além de contas de energia, água e lojas. Após esse prazo, os descontos serão mantidos, mas a quitação só será possível à vista.
O economista Aurélio Trancoso alerta que ao fechar um acordo é importante analisar todas as condições ofertadas para aceitar a proposta que caiba no orçamento. Ele ainda explica que alguns devedores serão excluídos dos cadastros de restrição de crédito.
TEC./SONORA: Aurélio Trancoso - economista
“A ideia é que quem tem uma dívida bancária de até R$ 100, por exemplo, automaticamente já tenha o nome retirado da negativação, só que a pessoa não vai deixar de pagar aqueles R$ 100. Ele vai ser dividido para pagar até o final do ano e vai ter juros em cima de 2%, praticamente”.
LOC.: A plataforma do Desenrola Brasil disponibiliza uma lista de dívidas que poderão ser negociadas, o desconto ofertado pelo credor e a situação de cada uma delas.
Além de aproveitar o programa, é preciso saber lidar bem com o dinheiro para evitar a formação de novas dívidas, como ressalta o economista e professor de Pós-Graduação em Política Social da UnB, Evilasio Salvador.
TEC./SONORA: Evilasio Salvador - professor UnB e economista
“Sobretudo ter uma educação financeira buscando equilibrar o seu orçamento entre receitas e despesas. O fato de fazer dívida e parcelamento sempre vai ser uma condição necessária para quem vive abaixo da renda no Brasil, mas é preciso tomar cuidado com as taxas de juros e garantir a renda futura e se preocupar em continuar trabalhando”.
LOC.: De acordo com a Serasa, os brasileiros devem, ao todo, mais de 350 bilhões de reais, sendo quase 30% a bancos e cartões de crédito.
Reportagem, Yumi Kuwano