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LOC.: A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) afirmou se tratar de desinformação o “comunicado” que circula em mensagens nas redes sociais atribuindo à força a adoção de um novo procedimento para ocorrências de roubo de veículos, com integração automática das placas ao sistema federal Córtex no momento do registro pelo 190.
A mensagem, compartilhada no WhatsApp em grupos de moradores, de trânsito e até mesmo em portais de notícia, diz:
“COMUNICADO IMPORTANTE – PMDF
Informamos que todas as ocorrências de roubo de veículos registradas a partir de agora pelo Centro de Atendimento 190 da PMDF terão a placa do veículo automaticamente inserida no sistema CORTEX.
A partir do momento do registro:
• A placa passa a ser monitorada em tempo real
• Integração com pardais e sistemas de OCR
• Ganho significativo de agilidade na localização do veículo”
Contactada pela reportagem, a assessoria de comunicação da PMDF afirmou que a mensagem se trata de “desinformação” e que “gerou dúvidas até mesmo nos próprios policiais”, mas já foi desmentida internamente. A PMDF, contudo, não soube informar a origem do texto.
A reportagem constatou, ainda, que a mensagem havia sido publicada em formato noticioso no portal oficial da Associação dos Oficiais da Reserva Remunerada e Reformados da PMDF e da CBMDF (ASSOR), mas a página foi tirada do ar antes desta publicação.
Em um dos grupos de moradores, no WhatsApp, um participante questionou a veracidade do comunicado marcando o perfil do 7º Batalhão de Polícia Militar da PMDF. O perfil respondeu que se tratava de uma informação falsa, reforçando a importância de se ater aos meios oficiais de comunicação da PMDF.
A desinformação relacionada à PMDF vem em um momento em que a plataforma de vigilância Córtex, que cruza dados de pessoas, empresas e veículos, acaba de sair de uma suspensão imposta pelo governo federal. O sistema sofreu um bloqueio entre os dias 14 e 28 de janeiro, após o governo detectar suspeitas de consultas automatizadas com geradores de CPFs.
À época do anúncio da suspensão, o Ministério da Justiça afirmou que o bloqueio não estava vinculado a “casos específicos”. Além disso, a suspensão teria o propósito de viabilizar auditorias periódicas, revisões de conformidade e manutenções preventivas na plataforma.
Reportagem, Henrique Fregonasse.