Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

PE: após 25 dias de paralisação, metrô volta a funcionar

A proposta foi votada pela categoria e obteve aprovação com 112 votos a favor e 62 contra


Após 25 dias de paralisação, o metrô de Recife voltou a funcionar. A decisão de encerrar a greve foi tomada após a assembleia realizada na última sexta-feira (25), onde conseguiram vitória com a recuperação do sistema. Também foi acordada a restituição dos valores descontados, que serão incluídos em folha suplementar até o quinto dia útil do próximo mês. A proposta foi votada pela categoria e obteve aprovação com 112 votos a favor e 62 contra.

O presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Luís Soares, comemora que o que levou a esse resultado foi o fato do acordo em conjunto com a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (SEST) e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). 

O presidente destaca que durante o período de paralisação houve uma discussão de uma pauta que permitisse dialogar e trazer um resultado, não necessariamente aquele que estavam esperando, mas um resultado que também não atingisse tão fortemente a categoria do ponto de vista dos seus direitos.

“A gente negociou o índice do IPCA de 3,45% para toda a categoria e na base salarial 5 níveis que correspondem a R$ 200 a R$ 300 para cada um, ou seja, isso vai permitir dar uma melhorada na base salarial, fazer uma correção mais ou menos por igual para todo mundo e a gente avançar em algumas cláusulas importantes”, explica.

Luís Soares expõe que o metrô de Recife hoje atende 180 mil usuários por dia e acredita que essa capacidade pode ser aumentada para 400 mil, pois isso já foi feito anteriormente. “Eu acredito que na recuperação do sistema, a gente mantendo ele mais eficiente, a gente já consegue começar a ter alternativa e ir aumentando aos poucos”, explica.

Mesmo com a volta das atividades metroviárias por tempo indeterminado, Luís Soares indica que será mantido o estado de greve e haverá nova assembleia em 5 de setembro para avaliar a resposta da CBTU.

A proposta aprovada pela categoria foi a seguinte:

  • IPCA  de 3,45% para toda a categoria;
  • Piso salarial distribuído em 5 níveis (quem está do nível 110 pra baixo, recebe 5 níveis. Quem está do 111 para cima recebe o que faltar para chegar até 115);
  • Garantia de ACE em caso de privatização ou extinção 
  • Garantia do Dia do Metroviário;
  • Garantia redução da jornada de trabalho para quem tem filho com deficiência, sem a redução do salário;
  • Revisão ao estudo do PES para ser apresentada em menos de 20 dias.

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LOC.: Após paralisação de 25 dias, o metrô de Recife voltou a funcionar. A assembleia realizada na última sexta-feira (25) resultou em vitória para a categoria, com a garantia da recuperação do sistema e a restituição dos valores descontados, que serão pagos em folha suplementar até o quinto dia útil do próximo mês. 

Luís Soares, presidente do Sindmetro-PE, celebra o resultado obtido após a greve dos metroviários de Pernambuco. Ele atribui esse êxito ao acordo conjunto com a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (SEST) e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Durante a paralisação, houve uma discussão sobre uma pauta que visava trazer um resultado que, embora não fosse o esperado, não impactasse excessivamente os direitos da categoria.
 

TEC./SONORA: Luís Soares, presidente do Sindmetro-PE

“A gente negociou o índice do IPCA de 3,45% para toda a categoria e na base salarial 5 níveis que correspondem a R$ 200 a R$ 300 para cada um, ou seja, isso vai permitir dar uma melhorada na base salarial, fazer uma correção mais ou menos por igual para todo mundo e a gente avançar em algumas cláusulas importantes.”
 


LOC.: Luís Soares expõe que o metrô de Recife hoje atende 180 mil usuários por dia e acredita que essa capacidade pode ser aumentada para 400 mil, pois isso já foi feito anteriormente.
 

TEC./SONORA: Luís Soares, presidente do Sindmetro-PE

“Eu acredito que na recuperação do sistema, a gente mantendo ele mais eficiente, a gente já consegue começar a ter alternativa e ir aumentando aos poucos.”
 


LOC.: Mesmo com a volta das atividades metroviárias por tempo indeterminado, Luís Soares indica que será mantido o estado de greve e haverá nova assembleia em 5 de setembro para avaliar a resposta da CBTU.

Reportagem, Sophia Stein