Desenvolvimento Regional - MDR·01 de outubro de 2025

Novos diretores assumem na ANA e reforçam compromisso com gestão da água

Com duas novas diretoras, agência passa a ter quatro mulheres em sua instância máxima de decisão

Por Agência do Rádio
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Foto: Márcio Pinheiro/MIDR

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Garantir a regulação, orientar políticas e tomar decisões estratégicas que impactam diretamente o uso da água e o saneamento básico no Brasil. Esse será o papel dos novos diretores da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Rego, Cristiane Battiston e Leonardo Silva, empossados nesta quarta-feira (1º), em cerimônia realizada em Brasília. Cada mandato terá duração de cinco anos. A agência é responsável pela implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e pela regulação do setor de saneamento, sendo vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Com a posse, a Diretoria Colegiada da ANA passou a ter maioria feminina, com quatro mulheres entre as cinco cadeiras da instância máxima da Agência. Além das recém-empossadas, integram a direção a presidente Veronica Sánchez da Cruz Rios e a diretora Ana Carolina Argolo.

Durante a solenidade, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ressaltou a importância da ANA diante dos desafios da segurança hídrica no país. “A água deve ser vista sob diferentes perspectivas: como motor do desenvolvimento, como elemento central da segurança hídrica e também sob o olhar dos desastres que enfrentamos diariamente, seja pela escassez ou pelo acesso inadequado. Precisamos consolidar uma verdadeira cultura do risco, aprendendo a lidar e a gerir riscos de forma preventiva. E isso só é possível com o fortalecimento de instituições estratégicas, como a ANA”, destacou o ministro.

A diretora-presidente da ANA, Veronica Sanches, deu boas-vindas aos novos colegas de diretoria e reforçou a missão de uma gestão eficiente. “Esta posse representa não apenas o início de novos mandatos, mas também a renovação do compromisso com uma gestão eficiente, responsável e transparente em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país: os recursos hídricos e o saneamento básico”, afirmou.

Compromisso dos novos diretores

A diretora recém-empossada Cristiane Battiston destacou o impacto do trabalho da Agência na vida da população. “Nosso trabalho se reflete em cada criança que deixa de adoecer por falta de água ou por consumo de água contaminada, em cada rio que volta a ter peixes e em cada cidade que cresce de forma sustentável. Por meio da gestão eficiente da água, do monitoramento e dos alertas, a ANA contribui para proteger vidas, fortalecer atividades econômicas e garantir desenvolvimento para o Brasil”, disse.

O diretor Leonardo Silva reforçou o papel da ANA na redução das desigualdades. “A Agência tem um papel decisivo na vida de milhões de brasileiros. Agro e saneamento não são apenas serviços, são direitos fundamentais e pilares do desenvolvimento humano. Nosso desafio é enorme, mas inspirador: transformar a gestão da água e do saneamento em alavancas para reduzir desigualdades e ampliar a dignidade da população”, afirmou.

Já a diretora Larissa Rego destacou a importância do diálogo com diferentes setores. “O fortalecimento das parcerias institucionais é essencial. Conselhos de recursos hídricos, comitês de bacias, órgãos gestores estaduais, entidades reguladoras e setores como agricultura, indústria, energia e turismo precisam caminhar juntos. É dessa construção coletiva que surgem soluções mais eficientes de alocação da água, fundamentais para a economia, para a sustentabilidade e para o enfrentamento das mudanças climáticas”, ressaltou.

Atribuições da Diretoria da ANA

A Diretoria Colegiada da ANA é responsável por aprovar normas relacionadas à regulação do uso da água, definir condições de operação de reservatórios, deliberar sobre a segurança de barragens, além de declarar corpos hídricos em regime de racionamento preventivo. Segundo a Lei nº 13.848/2019, que dispõe sobre a gestão das agências reguladoras federais, cada diretor(a) tem mandato de cinco anos, sem possibilidade de recondução.

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