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LOC.: A indústria brasileira terá um novo fôlego para modernizar seu parque fabril e investir em tecnologias da chamada Indústria 4.0. O governo federal anunciou uma linha de crédito de 12 bilhões de reais, oferecida pelo BNDES e pela Finep, voltada para financiar máquinas, equipamentos e soluções digitais como inteligência artificial, robótica e internet das coisas.
O financiamento mistura a Taxa Referencial com custos de mercado, o que deve reduzir em até 6% os juros pagos hoje pelas empresas. A medida atende, principalmente, micro, pequenas e médias indústrias, mas também prevê crédito para grandes projetos de modernização.
Segundo Samantha Cunha, gerente de Política Industrial da CNI, a medida responde a uma das maiores barreiras ao investimento produtivo: o preço do crédito no país.
TEC/SONORA – Samantha Cunha, gerente de Política Industrial da CNI
“Portanto, neste cenário de alto custo do crédito, a redução do custo de financiamento torna possível que as empresas consigam realizar esses investimentos em inovação e renovação do parque fabril.”
LOC.: Para a CNI, a linha de crédito é essencial para garantir a continuidade da Nova Indústria Brasil, política que busca estimular inovação, produtividade e também a transição energética.
Pesquisas da entidade mostram que as máquinas usadas pela indústria nacional têm, em média, 14 anos de idade — o que significa defasagem tecnológica, custos mais altos de manutenção, maior consumo de energia e perda de competitividade.
Samantha Cunha destaca que a iniciativa fortalece não apenas a indústria, mas também o desenvolvimento econômico do país.
TEC/SONORA – Samantha Cunha, gerente de Política Industrial da CNI
“Nós estamos falando de permitir que a indústria se fortaleça e, consequentemente, também o Brasil, para que seu crescimento econômico se torne mais sustentável em razão desses investimentos de mais qualidade em inovação, máquinas e equipamentos.”
LOC.: A nova linha de crédito faz parte do Plano Mais Produção, eixo financeiro da Nova Indústria Brasil, que já destinou mais de 470 bilhões de reais em projetos espalhados por todo o país.
Reportagem, Livia Braz