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LOC.: A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda pode trazer impacto nas contas das prefeituras brasileiras, principalmente nas cidades menores. O alerta faz parte de um estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios.
Desde janeiro deste ano, contribuintes que recebem até CINCO MIL REAIS por mês estão isentos do Imposto de Renda. A medida também prevê redução gradual do imposto para quem ganha até SETE MIL TREZENTOS E CINQUENTA REAIS.
Apesar do alívio para o bolso do trabalhador, a mudança pode reduzir a arrecadação federal e, consequentemente, os repasses feitos aos municípios por meio do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM.
O estudo mostra que, caso as medidas de compensação anunciadas pelo governo não tenham o efeito esperado, cerca de MIL E SETECENTAS cidades podem perder recursos. Desse total, aproximadamente MIL E DUZENTAS têm menos de CINQUENTA MIL habitantes.
De acordo com o especialista em orçamento Dalmo Palmeira, os municípios menores são justamente os mais vulneráveis, porque dependem mais desses repasses federais.
TEC./SONORA: Dalmo Palmeira, especialista em orçamento
“Normalmente, a arrecadação de tributos municipais é menor, em alguns casos, do que o próprio FPM que é recebido. Se o FPM cair, isso vai gerar um impacto bastante grande nesses municípios, especialmente nos menores que são mais dependentes.”
LOC.: O estudo aponta que, sem compensação, a perda para os cofres municipais pode chegar a pelo menos NOVE BILHÕES E MEIO DE REAIS por ano. Desse total, cerca de CINCO MILHÕES correspondem à redução na arrecadação própria do Imposto de Renda e aproximadamente QUATRO BILHÕES E MEIO à diminuição dos recursos do FPM.
Mesmo assim, especialistas avaliam que a nova faixa de isenção também pode gerar efeitos positivos para a economia local. Segundo Dalmo Palmeira, com menos imposto sendo descontado, mais dinheiro pode circular no comércio das cidades.
TEC./SONORA: Dalmo Palmeira, especialista em orçamento
“Isso vai fazer com que as pessoas tenham mais dinheiro na mão e vai fazer com que a economia local possa girar mais. Então pode haver melhoria na economia local e até aumento de tributos municipais, já que as pessoas terão mais recursos para consumir.”
LOC.: Para compensar a queda na arrecadação, o governo federal retomou em 2026 a tributação sobre lucros e dividendos. A cobrança é de DEZ POR CENTO para valores que ultrapassem CINQUENTA MIL REAIS por mês, ou SEISCENTOS MIL REAIS por ano, por empresa.
Reportagem, Marquezan Araújo