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LOC.: A inflação no Distrito Federal, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), chegou a 0,62% em outubro, impulsionada pelo aumento nos preços das passagens aéreas e energia elétrica. Esse índice superou a média nacional de 0,24% e foi o segundo mais alto entre 16 regiões analisadas pelo IBGE, atrás somente de Goiânia.
O assessor especial da Coordenação de Análise Econômica e Contas Regionais do IPEDF, Pedro Borges, destaca que esses fatores foram decisivos para o crescimento da inflação no mês — além do aumento na inflação dos alimentos após dois meses de queda.
TEC./SONORA: Pedro Borges - IPEDF
“Esse dado é importante porque a inflação dos alimentos afeta bastante as famílias de renda baixa. De fato, a análise de inflação por faixa de renda realizada pelo IPEDF mostrou que foram as famílias de renda alta que mais sentiram o aumento dos preços neste mês, como consequência do aumento das passagens aéreas.”
LOC.: O estudo mostra que a inflação afetou mais as famílias de alta renda, com uma taxa de 0,95%, seguida por famílias de baixa renda, com 0,70%, média-baixa, com 0,58%, e média-alta, com 0,53%.
O economista Guidi Nunes observa que a desaceleração dos preços em setembro marcou o fim da tendência de queda observada nos meses anteriores, concluindo em outubro.
TEC./SONORA: Guidi Nunes - economista
“Um aumento residual, mas que colabora um pouco com esse aumento da inflação do DF, que também comparado com outubro de 2022, já é uma base mais baixa de preço. Então é coerente essa aceleração, mas não deve gerar maiores preocupações para os próximos meses.”
LOC.: Segundo o estudo, em outubro o INPC do DF foi de 0,45% — marcando a segunda maior inflação entre as capitais e acima do resultado nacional de 0,12%. O acumulado em 12 meses atingiu 4,91%, sendo a terceira maior inflação acumulada, enquanto o índice nacional ficou em 4,14%.
Reportagem, Sophia Stein