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LOC.: A Confederação Nacional da Indústria monitora mais de quatrocentas e cinquenta proposições sobre o setor elétrico no Congresso Nacional. A indústria apoia parte dos projetos, como PL 414 de 2021, que moderniza o setor elétrico. A proposta estabelece o mercado livre de energia, entre outros pontos.
Atualmente, o mercado livre está restrito aos grandes consumidores, enquanto os outros são atendidos pelo chama mercado cativo, que obriga que o consumo de energia seja feito por meio da distribuidora disponível na região.
A adoção de fontes renováveis de energia e promoção da eficiência energética são algumas das vantagens esperadas com a abertura do mercado de energia elétrica proposta pelo PL 414. O especialista em Energia da CNI, Roberto Pereira, explica a economia que a medida pode trazer.
TEC./SONORA: especialista em energia da CNI Roberto Pereira
“A principal vantagem do mercado livre, por ser um ambiente em que você contrata energia direto do produtor para o consumidor, em vários casos a gente consegue ter economia de preço energia de até 20% do custo.”
LOC.: Os outros projetos relacionados ao setor elétrico que são monitorados têm temáticas variadas, como diversificação da matriz elétrica, descontos e reajustes tarifários, suspensão do serviço, entre outros.
São vistos com preocupação pela indústria 56 projetos que propõem aumento de subsídios e de encargos para o consumidor. Atualmente, os subsídios incorporados nas tarifas de energia somam uma cifra de R$ 35 bilhões, o equivalente a 13% do valor da conta de luz — em 2017, os encargos representavam 3% da conta. Além da atenção às novas propostas, também é importante rever os subsídios que encarecem a conta dos consumidores de luz hoje, segundo o diretor de Energia Elétrica da Abrace Energia, Victor iOcca. O especialista cita um exemplo.
TEC./SONORA: diretor de energia elétrica da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, a Abrace Energia, Victor iOcca
“O subsídio ao carvão mineral ele existe há quase cinco décadas, não é possível que exista ainda uma necessidade de todos os consumidores do Brasil continuarem pagando por uma fonte fóssil e que é suja. Então primeiro rever essas políticas públicas, e um próximo passo seria exatamente transferir a decisão e o custo dessas políticas para o Congresso Nacional.”
LOC.: O diretor de energia elétrica da Abrace Energia explica que, da forma como acontece hoje, o Congresso aprova as políticas públicas e subsídios mas não direciona qual vai ser a fonte dos recursos — e esse custo acaba recaindo na conta de luz do consumidor. Ele defende que o Congresso deveria avaliar anualmente se faz sentido ou não a manutenção dos subsídios e políticas públicas, o que pode causar uma queda de pelo menos 12% para os brasileiros.
Reportagem, Janine Gaspar