Economia - Economia·26 de dezembro de 2022

Indústria: confiança do setor cai em dezembro, segundo ICEI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aponta queda da confiança do setor em dezembro. Indústria é responsável por 23,6% do PIB do país

Por Fernando Alves
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A confiança da indústria caiu em dezembro em 19 dos 29 setores industriais, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). Os dados apontam queda em três regiões do país em pequenas, médias e grandes empresas. Com o resultado, 11 dos 29 setores e duas regiões brasileiras demonstraram falta de confiança na indústria.  

Segundo a pesquisa, a queda em dezembro está associada à avaliação dos empresários sobre a economia. Enquanto a maioria dos setores segue avaliando positivamente o estado atual e futuro das próprias empresas, a maioria avalia negativamente o estado atual e futuro da economia brasileira, como explica o gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo. 

“Ainda há algum otimismo e uma avaliação relativamente positiva com relação aos seus negócios, com relação ao futuro dos seus negócios, mas a expectativa e a avaliação com relação à economia brasileira vem contaminando a confiança dos empresários, registrando essa queda e falta de confiança em vários setores”, pontua Azevedo. 

A indústria representa 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 10,3 milhões de trabalhadores, além de pagar os melhores salários. Por isso, medir o nível de confiança dos empresários do setor é fundamental, segundo a CNI. 

“A CNI acompanha a confiança dos empresários porque é muito importante perceber como está o ânimo dos empresários, porque empresários confiantes tendem a aumentar as contratações, produzir mais e investir mais. Empresários sem confiança tendem a adiar essas decisões, reduzindo contratações, investimentos e produção, desacelerando a economia como um todo”, afirma Marcelo Azevedo.

A pesquisa aponta que os setores de químicos, biocombustíveis, produtos têxteis e vestuário e acessórios passaram de um estado de confiança para a falta de confiança. Os mais confiantes são os setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, bebidas, manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos e extração de minerais não metálicos. Enquanto os menos confiantes são produtos de borracha, confecção de artigos do vestuário e acessórios, couros e artefatos de couro e produtos de madeira.

Foram consultadas 2.033 empresas, sendo 803 de pequeno porte, 737 de médio porte e 493 de grande porte, entre 1º e 12 de dezembro. A confiança do setor industrial recuou nas regiões Sudeste, Norte e Sul do Brasil e se manteve inalterada nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. 

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SOBRE

Fernando Alves

Formado no Centro Universitário IESB, Fernando atuou como repórter estagiário na Agência Senado e foi assessor de imprensa parlamentar na Câmara dos Deputados. O jornalista também integrou a equipe de produção da CNN Brasil e agora faz parte do time de repórteres da Agência do Rádio.

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