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LOC.: No Brasil, cerca de 22 milhões de pessoas não possuem acesso à cobertura de coleta domiciliar de lixo. Além disso, dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima mostram que o país ainda possui mais de 2.400 lixões, apesar da meta estabelecida na Política Nacional de Resíduos Sólidos de que não haja mais descarte nesses locais até 2024.
A reciclagem é uma das opções para reduzir o volume de resíduos sólidos. A substituição de produtos de difícil reutilização também é uma alternativa. Essa é a aposta de uma empresa fornecedora de produtos químicos que produz o Poliuretano Termoplástico. O chamado TPU permite o reúso e a reciclagem de peças e embalagens que gerariam um grande volume de resíduos, como explica o diretor de negócios da Lubrizol, Rogério Colucci.
TEC./SONORA: Rogério Colucci, diretor de negócios da Lubrizol
“Em termos volumétricos, o TPU não representa importância na reciclagem de plásticos aqui no Brasil. Entretanto, o TPU possui uma característica muito importante. Ele pode substituir a borracha e, nesse sentido, elimina alguns produtos que são classificados como termofixos no meio ambiente e tem uma degradação de mais de 60 anos em situações normais.”
LOC.: Para incentivar a cadeia produtiva da reciclagem, está em análise na Câmara dos Deputados um projeto que prevê tratamento fiscal diferenciado, com a desoneração do setor. O projeto autoriza o aproveitamento de créditos de PIS e Cofins na aquisição de materiais que compõem as cadeias produtivas de produtos reciclados.
Para o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cadeia Produtiva de Reciclagem, deputado federal Carlos Gomes, do Republicanos do Rio Grande do Sul, é preciso uma atuação conjunta do poder público, empresas e sociedade para incentivar o setor.
TEC./SONORA: deputado federal Carlos Gomes (Republicanos-RS)
“Acho que o grande desafio é esse: buscar uma justiça tributária para o setor da reciclagem e também organizar a vida daqueles que trabalham, que são os catadores, trazendo eles para formalidade, dando instrumentos que possam se tornar viáveis economicamente através da reciclagem, porque durante muitos anos a reciclagem foi vista apenas como programa social, ou seja, não como negócio e nós temos que pensar como negócio e para isso é preciso a viabilidade econômica.”
LOC.: Outro mecanismo importante previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos é a logística reversa. Uma ferramenta que proporciona que resíduos, como embalagens, eletroeletrônicos e baterias retornem ao setor responsável pela produção para que tenham uma destinação adequada.
Reportagem, Fernando Alves