Imagem: Unsplash
Imagem: Unsplash

Ibovespa volta a renovar recordes com IPCA-15 e fluxo de capital internacional

Índice renovou mais uma vez a máxima histórica intradia durante a sessão, apoiado pela fuga de capital estrangeiro para o país e pelas expectativas da manutenção da Selic

SalvarSalvar imagemTextoTexto para rádio

ÚLTIMAS SOBRE INDICADORES


O Ibovespa voltou a renovar recordes, fechando o pregão em alta de 1,79% e batendo o recorde nominal aos 181.919 pontos e a máxima histórica intradia acima dos 183 mil pontos. O desempenho do índice seguiu apoiado pela entrada de capital estrangeiro decorrente do aumento do apetite por risco de investidores com o alívio das tensões geopolíticas, pela divulgação da prévia da inflação abaixo do esperado e com a espera pela reunião do Copom desta quarta-feira (28).

Assim como na última semana, a rotação global de capital motivada pelas tensões geopolíticas durante a semana voltou a beneficiar o principal índice da bolsa durante a sessão. O Brasil, assim como outros países emergentes, tem sido um dos principais destinos do capital internacional que deixou mercados como o dos EUA nos últimos dias, muito motivado pelo ambiente de diferencial de juros construído pela manutenção da Selic em patamares elevados. Segundo a B3, o volume de capital estrangeiro aportado na bolsa entre os dias 1º e 21 de janeiro foi de R$12,3 bilhões, quase metade do valor total aportado em 2025.

As bolsas de Nova York encerraram o pregão em tom misto, com as expectativas pelo discurso do presidente Donald Trump sobre o desempenho econômico dos EUA e sobre a acessibilidade de custos. Além disso, o mercado aguarda a resolução sobre os juros estadunidenses, que devem ser divulgados nesta quarta-feira.

No cenário doméstico, a divulgação, pelo IBGE, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15), tido como a prévia da inflação, mostrou variação positiva de 0,20% em janeiro, abaixo dos 0,23% esperados pelo mercado. Com esse resultado, o IPCA-15 acumulado em 12 meses foi de 4,50%, dentro da meta de 3,0% estipulada pelo Banco Central — considerando a margem de erro de 1,5% para mais ou para menos.

Além disso, o mercado aguarda a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta, quando os membros do BC irão decidir sobre o novo patamar da Selic. A expectativa dos investidores, que já era da manutenção do patamar de 15% ao ano para a primeira reunião do ano, foi reforçada com os recentes aportes de capital estrangeiro feitos na última semana, decorrentes da rotação global e do diferencial de juros brasileiros.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Cia Tecidos Santanense SA (CTSA3): +21,08%

  • Textil Renauxview SA Pfd (TXRX4): +19,75%

Ações em queda no Ibovespa

  • PDG Realty SA Empreendimentos e Participacoes (PDGR3): -18,16%

  • Desktop SA (DESK3): -12,86%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$35.298.838.254, em meio a 4.726.109 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

Receba nossos conteúdos em primeira mão.