Foto: Yas Fonseca/MIDR
Foto: Yas Fonseca/MIDR

Governo Federal já analisa mais de R$ 60 milhões para resposta ao desastre em Minas Gerais

Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", Waldez Góes detalhou o repasse de recursos e os desafios da prevenção diante de eventos climáticos extremos

ÚLTIMAS SOBRE MDR


O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, apresentou nesta quarta-feira (4) um balanço atualizado das ações do Governo Federal na Zona da Mata mineira. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, Góes destacou que a prioridade total é o atendimento humanitário e a garantia de moradia segura para as milhares de famílias atingidas pelas chuvas históricas de fevereiro. Contrariando as previsões meteorológicas, o mês passado registrou a maior incidência de chuva da história na região. Os quase 600 mm de precipitação acumulada afetaram 203 municípios, deixando 4 mil pessoas desabrigadas e 18 mil desalojados. Ao todo, o desastre causou 85 óbitos.

“Nós já fizemos, em quatro dias, com as nossas equipes da Defesa Civil Nacional, quase 30 planos de trabalho. E na soma, entre aprovados e em análise, são mais de R$ 60 milhões em recursos pleiteados desde o primeiro dia pelas prefeituras para ajuda humanitária e, subretudo, restabelecimento. É para alimentação, água, material de higiene pessoal, alojamentos, combustível e para fazer a limpeza das cidades”, explicou o ministro.

Góes ressaltou que a pasta atua desde o primeiro dia em conjunto com as Defesas Civis Municipais e a Estadual no monitoramento e emissão de alertas. As principais demandas levantadas pelas cidades atingidas, como Juiz de Fora e Ubá, incluem habitação, mais profissionais de engenharia, estudos sobre a situação dos morros e apoio para os empreendedores locais. Nesse sentido, a prontidão das equipes técnicas para dar vazão às demandas dos municípios afetados garantiu que o suporte financeiro chegasse com rapidez.

Durante a entrevista, o ministro ressaltou que desde o início da gestão do presidente Lula, o governo federal retomou a política de resposta e prevenção a desastres, que havia sido descontinuada na gestão anterior. A administração federal tem disponibilizado recursos por meio de medidas provisórias para auxiliar estados e municípios afetados por desastres, como enchentes, queimadas, estiagem e deslizamentos. Mais de R$ 2,3 bilhões foram destinados à ajuda humanitária e restabelecimento nos últimos três anos.

Moradia e o programa Compra Assistida

Em relação à situação de moradia, Góes mencionou o programa "Compra Assistida", modalidade do programa Minha Casa Minha Vida, que visa auxiliar pessoas desabrigadas. O governo facilita a aquisição de imóveis prontos, em vez de construir novas unidades, uma estratégia que já foi bem-sucedida no Rio Grande do Sul.

A "Compra Assistida" funciona da seguinte forma: o Governo Federal, por meio da Caixa Econômica, abrirá um cadastro para proprietários de imóveis na região, com valores de até R$ 200 mil. As famílias que perderam suas casas poderão escolher um imóvel cadastrado e o governo arcará com a compra.

Receba nossos conteúdos em primeira mão.

LOC: O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, apresentou nesta quarta-feira, 4 de março, um balanço atualizado das ações do Governo Federal na Zona da Mata mineira. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, Góes destacou que a prioridade total é o atendimento humanitário e a garantia de moradia segura para as milhares de famílias atingidas pelas chuvas históricas de fevereiro. O ministro revelou que está em análise mais de 60 milhões de reais para resposta ao desastre e que a pasta atua desde o primeiro dia em conjunto com as Defesas Civis Municipais e a Estadual no monitoramento e emissão de alertas.

TEC./SONORA: MINISTRO WALDEZ GÓES

"Nós já fizemos, em quatro dias, lá, com as nossas equipes atuando junto com as prefeituras, fizemos, só pela Defesa Civil Nacional, quase 30 planos de trabalho. Que, na soma, entre aprovados e em análise, são mais de 60 milhões de reais. Eu tô falando de recursos que estão sendo pleiteados, pedidos, desde o primeiro dia pelas prefeituras para ajuda humanitária e para restabelecimento, e já há uma quantidade de reconstrução, mas a maioria desses recursos, inicialmente, para ajuda humanitária e restabelecimento."


LOC.: Contrariando as previsões meteorológicas, o mês passado registrou a maior incidência de chuva da história na região. Os quase 600 mm de precipitação acumulada afetaram 203 municípios, deixando 4 mil pessoas desabrigadas e 18 mil desalojados. Ao todo, o desastre causou 85 óbitos. Para saber mais sobre as ações do governo federal em proteção e defesa civil, acesse: mdr. gov. br
Reportagem, Giulia Luchetta