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LOC.: O repasse do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, segue com crescimento no início de abril, com mais de SEIS BILHÕES DE REAIS distribuídos no primeiro decêndio do mês, alta de TREZE POR CENTO em relação ao ano passado. Ainda assim, prefeitos e gestores municipais já demonstram preocupação com possíveis perdas futuras diante das mudanças na tributação do Imposto de Renda.
Em municípios menores, os impactos estimados chamam atenção porque atingem diretamente áreas essenciais do orçamento. Em São João da Baliza, em Roraima, a projeção é de perda de cerca de DUZENTOS E DEZ MIL REAIS no FPM. Em Cutias, no Amapá, o impacto seria de aproximadamente DUZENTOS E NOVENTA E DOIS MIL REAIS. Já Assis Brasil, no Acre, poderia ter redução de cerca de TREZENTOS E SESSENTA E UM MIL REAIS nos repasses.
Nas capitais, os valores são ainda mais expressivos em termos absolutos. Fortaleza pode ter redução estimada de cerca de CINQUENTA E NOVE MILHÕES DE REAIS. Salvador teria perda próxima de CINQUENTA E TRÊS MILHÕES. E Manaus aparece com impacto estimado de QUARENTA E UM MILHÕES DE REAIS.
Diante desse cenário, o especialista em orçamento público Cesar Lima alerta para possível aperto nas contas públicas municipais. O contexto é de preocupação com a sustentabilidade dos serviços básicos, já que o FPM é uma das principais fontes de receita de grande parte das prefeituras brasileiras.
TEC./SONORA: Cesar Lima, especialista em orçamento
“De maneira geral, vai impactar em todos os serviços que o município presta, como nas áreas de saúde e educação. Alguns já prestam segurança pública através de suas guardas civis municipais. Então, isso, com certeza, vai fazer falta para os municípios, o que muito provavelmente pode preceder de bloqueios orçamentários nos municípios.”
LOC.: Após o alerta dos especialistas, o governo federal afirma que trabalha com medidas de compensação para reduzir o impacto das mudanças. Entre as principais ações está a retomada da cobrança de imposto sobre distribuição de lucros e dividendos. Pela proposta, pessoas físicas residentes no país pagarão alíquota de DEZ POR CENTO sobre valores que ultrapassem CINQUENTA MIL REAIS mensais por empresa — ou SEISCENTOS MIL por ano — recebidos em dividendos.
Segundo a Confederação Nacional de Municípios, se não houver compensação efetiva, as perdas podem chegar a pelo menos NOVE BILHÕES E MEIO DE REAIS por ano, sendo cerca de CINCO BILHÕES ligados à arrecadação do Imposto de Renda e outros QUATRO BILHÕES E MEIO diretamente ao Fundo de Participação dos Municípios.
Reportagem, Marquezan Araújo