Foto: Reprodução Antônio Cruz / Agência Brasil
Foto: Reprodução Antônio Cruz / Agência Brasil

Campanha “Eu sou pela micro e pequena empresa” reforça cobrança pelo reajuste do Simples Nacional no Congresso

Campanha ganha força em sessão solene na Câmara dos Deputados nesta terça (7) e pressiona pela atualização da tabela do Simples Nacional, congelada há sete anos


Na semana em que se celebra o Dia da Micro e Pequena Empresa, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) — que reúne mais de 2,3 mil associações em todo o país — intensificou a defesa do setor produtivo com a campanha “Eu sou pela micro e pequena empresa”, lançada no início de outubro. O movimento deve ganhar força em sessão solene da Câmara dos Deputados, em Brasília, marcada para esta terça-feira (7) em homenagem aos empreendedores e reforça a pressão pela atualização da tabela do Simples Nacional, congelada desde 2018.

A mobilização deve reunir representantes de associações comerciais de várias regiões do país, no plenário Ulysses Guimarães. O evento também deve servir para que as entidades reforcem a reivindicação de um reajuste de 83% nos limites de faturamento para enquadramento no regime tributário simplificado. A proposta está prevista no Projeto de Lei 108/2021 e prevê que o teto do MEI passe de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil ao ano; o de microempresa, de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil; e o de empresa de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões. O texto também institui a correção anual automática pela inflação.

Segundo cálculos da CACB, a medida tem potencial para gerar 869 mil empregos e movimentar cerca de R$ 81,2 bilhões na economia nacional.

Na semana passada, o presidente da CACB, Alfredo Cotait, esteve com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que se comprometeu a dar celeridade à proposta. O parlamentar defendeu a apresentação de um requerimento de urgência para que a votação ocorra ainda este ano.

A sessão solene acontece na mesma semana em que se celebra o Dia da Micro e Pequena Empresa, data que destaca a relevância desse segmento — responsável por 23 milhões de negócios no país e por boa parte da geração de empregos e renda.

5 de outubro - Dia da Micro e Pequena Empresa

A escolha da data também carrega um forte simbolismo para o setor produtivo. Foi em 5 de outubro de 1999 que nasceu o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, marco legal que reconheceu oficialmente a importância dos pequenos negócios para a economia brasileira. Atualmente regulamentada pela Lei Complementar nº 123/2006, a norma consolidou políticas de estímulo ao empreendedorismo, geração de empregos e formalização de atividades. Além do regime tributário diferenciado, a legislação estende seus benefícios ao produtor rural e ao agricultor familiar, reforçando o papel das micro e pequenas empresas como base da produção e do desenvolvimento local.
 

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LOC.: Nesta semana, em que se comemora o Dia da Micro e Pequena Empresa, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, intensifica a mobilização em defesa dos pequenos negócios com a campanha “Eu sou pela micro e pequena empresa”.
A ação ganha destaque em uma sessão solene na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira, 7, que irá homenagear os empreendedores e cobrar a atualização da tabela do Simples Nacional, parada desde 2018.
Representantes de associações de todo o país defendem o reajuste dos limites de faturamento para o enquadramento no regime simplificado. A proposta prevê que o teto do MEI suba de 81 mil para 144 mil e 900 reais por ano; o de microempresa, de 360 mil para 869 mil e 400 reais; e o de empresa de pequeno porte, de 4 milhões e 800 mil para 8 milhões e 690 mil reais.
Segundo a CACB, a mudança pode gerar 869 mil novos empregos e movimentar mais de 81 bilhões de reais na economia.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, se comprometeu a dar prioridade ao projeto, que pode ser votado ainda neste ano.
A data, 5 de outubro, marca também a criação do Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, aprovado em 1999, que consolidou políticas de incentivo, formalização e geração de empregos — e reconheceu oficialmente a força dos pequenos negócios como base da economia brasileira.

Reportagem, Livia BRaz