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LOC.: Após uma semana praticamente parada devido o feriado de São João e o jogo da seleção brasileira contra a Escócia pela Copa do Mundo, o Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta semana.
Na Câmara dos Deputados, o objetivo é acelerar votações e aprovar o máximo de projetos possível. Esse esforço concentrado – como é chamado o movimento –, ocorre para recuperar o tempo perdido com as interrupções dos últimos meses. A pauta já disponibilizada tem 11 itens, mas não relaciona os destaques, como a ampliação dos limites de faturamento do Simples Nacional, a regulamentação da inteligência artificial e a criminalização da misoginia, que podem ser incluídos. A definicação fica a cargo da reunião de líderes partidários, agendada para terça-feira.
No Senado Federal, apesar da intenção de agilizar a votação da PEC que amplia a autonomia do Banco Central e da que cria a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde, os senadores foram liberados para participarem das sessões plenárias à distância. Ao contrário da Câmara, a pauta não foi publicada pela presidência, mas matérias de interesse do governo federal, como o fim da escala de trabalho 6x1 e a reformulação da segurança pública nacional, continuam sem perspectivas de serem analisadas.
Entrando na reta final, a Comissão Especial que analisa a atualização do teto de receita do Microempreendedor Individual e das faixas de enquadramento do Simples Nacional realiza um seminário com parlamentares, empresários, especialistas e representantes de entidades no Rio de Janeiro, nesta segunda. Já na quarta-feira, pode ser apresentado o relatório do deputado Jorge Goetten, do Republicanos catarinense.
Segue esperando votação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado o projeto que obriga a Comissão de Valores Mobiliários a apresentar relatórios semestrais de atividades ao Senado, que pode ser votado na sessão de terça. No mesmo dia, a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara deve analisar o projeto que institui o Plano de Reindustrialização e Soberania Nacional.
Numa rara sessão de quinta-feira, a Comissão Especial que discute o aumento do Fundo de Participação dos Municípios e a criação dos Fundos Constitucionais do Sul e do Sudeste deve votar o texto substitutivo do deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania paulista. O parecer determina aumentar em 3 pontos percentuais o repasse da União a estados e municípios, acrescenta uma nova parcela do 1% do FPM, que deverá ser paga no mês de março, e estabelece que os fundos regionais vão receber 1% da arrecadação federal para financiar programas voltados ao setor produtivo regional.
Reportagem, Álvaro Couto.