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LOC.: Passaram a valer, desde o dia 1° de janeiro, as regras que regulamentam o mercado de quota fixa de apostas online, as chamadas bets. Inclusive, no último dia 31 de dezembro, foram publicadas portarias de autorização para 66 empresas operarem no país na modalidade lotérica de apostas de quota fixa.
As 66 empresas foram autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda. No total, foram pagos R$ 2,01 bilhões em outorgas ao governo federal. Segundo a Pasta, as empresas foram selecionadas após um rigoroso processo de autorização que garantiu o cumprimento de exigências técnicas e financeiras.
Pelas regras, agentes operadores de apostas só poderão atuar no Brasil com autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas ligada ao Ministério da Fazenda.
Entre as principais medidas que passaram a vigorar em 2025, estão a proibição de crédito para apostas e o bônus de entrada. Além disso, agora, há a exigência de identificação dos apostadores por CPF e o reconhecimento facial.
O sócio do Ambiel Advogados e especialista em Direito Desportivo e Jogo Responsável, Felipe Crisafulli, aponta que o maior impacto que a regulamentação traz para os consumidores é a segurança jurídica, já que poderão recorrer, por exemplo, ao Procon, quando se sentirem lesados.
Além disso, o especialista pontua que a regulamentação também traz proteção ao consumidor no que diz respeito ao vício em jogos.
TEC./SONORA: Felipe Crisafulli - sócio do Ambiel Advogados e especialista em Direito Desportivo e Jogo Responsável
“Especialmente no que diz respeito à udopatia, que é o vício patológico em jogo, e também de superendividamento, a fim de evitar que o consumidor, o usuário, o apostador, entre numa espiral sem fim e nunca mais consiga parar de apostar e com isso acabe se endividando de forma imensurável.”
LOC.: Com relação aos impactos às operadoras, o sócio do Jantalia Advogados e especialista em Direito de Jogos, Fabiano Jantalia, destaca que com as novas regras em vigor, as empresas autorizadas precisarão ter os seus sistemas devidamente homologados e certificados por entidades técnicas.
TEC./SONORA: Fabiano Jantalia - sócio do Jantalia Advogados e especialista em Direito de Jogos
“O que coloca esses sistemas à prova de fraudes, à prova de manipulações e garante que esses sistemas cumpram os requisitos estabelecidos pelo Ministério, mas também esses sistemas deverão estar interligados ao SIGAP, que é o sistema de gestão de apostas do Ministério da Fazenda.”
LOC.: Na avaliação de Jantalia, há um desafio para as operadoras, tendo em vista que as empresas precisam ter uma estrutura capaz de garantir a conformidade para atender às demandas.
Reportagem, Bianca Mingote.