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LOC.: Uma auditoria do Tribunal de Contas da União, o TCU, identificou falhas no combate ao tráfico de drogas nos portos brasileiros.
O levantamento aponta problemas na coordenação entre órgãos públicos, falta de tecnologia de monitoramento e fragilidades nas regras que tratam da segurança portuária.
De acordo com o TCU, o Brasil tem sido usado como rota estratégica para o envio de cocaína ao exterior, principalmente para a Europa. Dados recentes mostram que cerca de QUARENTA POR CENTO de toda a droga apreendida no país — o equivalente a mais de CENTO E CINQUENTA toneladas — foi encontrada em áreas portuárias.
Um dos principais problemas é a falta de integração entre as instituições, com sobreposição de funções e ausência de protocolos claros de atuação conjunta. Para o Tribunal, isso pode comprometer investigações, especialmente na preservação de provas.
Outro ponto destacado é a ausência, na maioria dos portos, de sistemas modernos de monitoramento marítimo, como o VTMIS, que permite acompanhar embarcações em tempo real e identificar atividades suspeitas.
A auditoria também aponta fragilidades na regulamentação da segurança portuária, atualmente baseada no Decreto 9.861/2019, sem uma lei federal específica sobre o tema.
Diante desse cenário, o TCU determinou que a Polícia Federal e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil elaborem, em até 180 dias, normas conjuntas para padronizar e agilizar a atuação nos portos. O objetivo é fortalecer o combate ao tráfico internacional de drogas e aumentar a segurança nessas áreas estratégicas para o país.
Reportagem, Marquezan Araújo